sexta-feira, 15 de março de 2013


- Você deveria se envergonhar. Deveria mesmo.
- Desculpa?
- Você deveria se envergonhar por não estar onde gostaria de estar, por não viver o que gostaria de viver e por não amar quem gostaria de amar.
- Ah é? E você deveria se envergonhar por não estar cuidando de sua própria vida.
- É este o ponto. Eu estou cuidando na minha vida, eu estou cuidando exatamente da nossa vida.
O silêncio nunca é bem vindo, nesses casos. A boca quer despejar um milhão de palavras, a língua quer envenenar o mundo inteiro com palavrões e calúnias e difamações.  Mas nada sai, perde-se o dom da fala, perde-se por momentos preciosos e precisos, a habilidade de pensar, de raciocinar. Um suspiro alto e longo e os ombros, antes armados, caem, a moral murcha, não há réplica para isso, não há réplica adequada para a verdade dita a queima roupa.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Eu  sempre tento e passo dias a fio, dias de ócio, dias de confusão cotidiana, mas dias de infindáveis ideias deixadas de lado, dias de ideias desperdiçadas. A cabeça cheia, o papel em branco. Preciso assumir de uma vez por todas, eu não sei escrever, se não for para falar de amor, em suas variadas formas, eu não sei. E eu assumo, assumo mesmo e assumo com orgulho, de uma vez por todas. Eu tentei escrever sobre outras coisas, eu tentei, eu juro que tentei, mas eu sou uma idiota romântica, sempre fui e nunca deixarei de ser, imagino eu. Com o passar do tempo as coisas só tendem a “piorar”. As histórias não são nem sobre mim, eu não as vivi, por que não consigo idealizar o amor na prática, como faço em meus contos, vai ver é esse o balanço perfeito. O amor sofrido e doloroso de que falo em meus contos, não condizem com a minha realidade, mas alguém nesse mundo a fora deve se identificar. Tentarei voltar a postar, mais uma vez.