terça-feira, 29 de maio de 2012

" Eu dou pra quem quiser, por que a porra da buceta é minha, é minha. A porra da buceta é  minha."

Com essa poesia da Gaiola das Popozudas começo.

Durante tempo demais tivemos nos vidas, escolhas e bucetas reguladas por uma sociedade machista e opressora. Nasceu, teu dono é teu pai, cresceu, teu pai vai te "dar" pro teu dono seguinte, teu marido. Tu vais aprender a limpar, lavar, secar, cuidar das crianças, da casa e do marido. As que se recusarem, se rebelarem, as que quiserem ser donas das próprias vidas, serão umas vadias. Amém! Eu quero ser uma vadia, eu sou uma vadia!
Meu corpo, meu templo, meu problema.
O homem em sua "superioridade" pode sair por ai, sem camisa, com pintos em riste prontos para o coito, consentido ou não. As recatadas serão deixadas para o casamento, as livres poderão ser violadas. "Ora, o problema é delas, usando essas roupas elas pedem para serem estupradas. Mulher tem que se dar o respeito e  guardar o corpo só para o marido, com quem se casará virgem, o resto é TUDO VADIA." Como eu amo ser chamada de vadia, amo.
Mulher tem o direito de usar a roupa que quiser, falar o que quiser e assumir a postura quem bem lhe entender.  Tem o direito de dormir com quem e com quantos ela achar que deve, e ninguém, ninguém tem nada a ver com isso.
"Como eu vou respeitar alguém que se chama de Vadia?"
Vai respeitar do mesmo modo que você deveria respeitar qualquer uma, por que independente de qualquer título ela é um ser humano e merece o mesmo respeito que você merece.
É lindo ver um movimento desse tipo crescendo e tomando força, ao mesmo tempo em que é vergonhoso precisar de um movimento assim para reivindicar direitos e respeito, coisa que já devia estar acontecendo há muito tempo.
Avante Vadias! Vamos botar de vez na cabeça deles que somos iguais, que não queremos que abram a porta, que puxem a cadeira, que nos protejam, queremos que nos respeitem independente de qualquer traje, pensamento ou estilo de vida.