terça-feira, 30 de agosto de 2011

Olá Caro Amigo! Como está?
Estou lhe escrevendo da mesa de bar onde compartilhamos nossas experiências, histórias e vidas, durante todos esses anos. Ela continua a mesma, sua inicial ainda está talhada em um de seus pés. A cadeira em minha frente que está um tanto vazia, já que você não está sentado nela.
Preciso me desculpar, antes de tudo. Você sabe que nunca fui bom com as palavras, e estar lhe escrevendo uma carta é de uma audácia inexplicável de minha parte. Mas você merece minha audácia, amigo.
Pedi o mesmo vinho que sempre pedíamos, aquela obra prima chilena. Dispensei os charutos hoje, estou resfriado, devido a um banho de chuva no final da tarde de ontem, enquanto corria para não chegar atrasado a um jantar. Aliás, você teria adorado aquele jantar,  Helen estava radiante ,e mal acompanhada, mas sua elegância faz tudo parecer pequeno. Olha eu aqui falando sobre sua antiga paixão, essa velha mania de falar sobre ela, adquirida de você.
Ah, lembra-te daquela garçonete que trabalhava aqui a tarde? Pois é, sinto lhe informar que foi demitida. Em seu lugar está um rapaz, bem afeiçoado e educado, mas que precisa aprender muito sobre vinhos ainda.
Estou finalmente terminando de ler aquele livro do Leminski que me emprestaste. E bom, você já sabe o que penso sobre Leminski não é? Não precisamos mais discuti-lo.
Então amigo, por hora é só. Volto a escrever-lhe. Aguardo seu retorno.
Abraço, de seu Amigo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Tudo começa a ficar mais claro, a neblina parece que começou a baixar. A serenidade volta a me visitar e outras possibilidades começam a surgir. Não, não vai ser o fim do mundo. Alguns esbarrões, outros tapas na cara, o de sempre. Tudo muito necessário, mas não esperado. Deixa ver, deixa sentir.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Segura minha mão e não solta. Eu vou explodir e preciso da tua companhia, e eu sei que vou ter.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Olá queridos!

Quem acompanha minha vida virtual sabe que a prioridade nesse momento é o festival. Então, o 'ninguém', por hora, está de férias. =)

Acompanhem lá

acidrockfestival.blogspot.com

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

É mais fácil compreender o que nos move, a compreender o que nos paralisa. Dos nossos medos, só nós mesmos sabemos, e para eles pouca, ou nenhuma explicação existe.
Ter que aceitar que algumas coisa em ti mesmo mudaram, é mais difícil do que parece. Admitir que houve mudanças, algumas vezes quer dizer que você esteve errada, esteve escondendo algo, esteve negando-se a ver o que não lhe convinha. E se for assim mesmo? Vai ver, a euforia soube mascarar bem esse lado obscuro. Vai ver, eu precisei de mais experiências ruins do que pensei que precisaria. Vai ver, eu não havia aprendido nada até então.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Galera, eu não ficou triste ou brava quando sou corrigida, podem o fazer a vontade. Não reviso o que escrevo e algumas vezes escrevo errado de anta mesmo. Então já sabem. =]
- Sempre cheio de cerimônias, em meu velho? - Ele comentou sarcástico.
- É inegável. - Sorriu o anfitrião.
Todos os três devidamente sentados, formando um triângulo no centro da sala.
Ela se manteve em um incomodo silêncio enquanto os dois velhos amigos trocavam uma ou duas palavras sobre a família do novo visitante. Algo sobre seu velho pai, já doente, em como ele estava e como ele estava enfrentando tudo isso.
- Enfim meus caros. - Disse o anfitrião suspirando fundo. - Eu imagino que vocês já devam desconfiar do que se trata essa reuniãozinha, mas deixem-me esclarecer os fatos. - Ele se ajeito na poltrona. Pigarreou.
- A cerca de um mês atrás recebi uma correspondência, uma simples carta sem remetente, a qual não dei importância, de início. Cinco dias depois da primeira carta, recebi outra e assim sucessivamente. Todas sem remetente. Ontem, chegou a porta da minha casa a sexta carta, e imagino eu, a última. - O anfitrião tirou de dentro de dentro do bolso de seu paletó um maço de envelopes e os botou em cima da mesa de centro e continuou a falar; - O teor dessas cartas, para minha surpresa, e devo imaginar, para a de vocês também, tem a a ver com um terrível acontecimento do nosso passado.
- Não acredito...- Ela sussurrou incomodada .
- Acalme-se querida. - O Anfitrião apressou-se.
Um suspirou fundou de inquietação foi ouvido do outro lado.
- Vocês dois poderiam, por um momento, por Ela, pararem de se tutucar? - O Anfitrião pediu quase irritado.
- Me desculpe velho amigo, tem coisas que não se supera apenas com uma viagem aos Andes com um bando de vagabundas. - Ela disse calma e sarcástica, olhando para o Novo Visitante.
- HAHAHA - Ele debochou. - Eu escolhi continuar vivendo enquanto você é incapaz de levantar-se depois todo esse tempo. - Quase gritando.
- Amigos! - O Anfitrião falou firme. - Respeitem a dor um do outro, por favor? Ela faz falta para todos nós, nós estávamos juntos, e gostaria que continuássemos, por tudo que vivemos.
O problema todo girava em torno de um acontecimento, uma perda definitiva. E todos aqui sabem que nada continua igual depois de uma. O acontecimento que os separou, só ocorreu por que estavam juntos, o que agora não era mais possível.
O Anfitrião afundou-se em seus livros, escreveu obras lindíssimas e enriqueceu com elas. O Novo Visitante viajou o mundo ao lado de lindas mulheres, usufruindo do montante de dinheiro que seu pai possui. Querida, por sua vez, perdeu a sensatez para o conhaque, enclausurou-se na velha casa de campo da família e mergulhou de cabeça na fotografia, era só o que ela sabia fazer.
O fato é que agora, não eram mais os mesmos de 4 anos atrás. Alguma coisa deu errado, alguma luz apagou-se, e eles sabiam que nada poderia religa-la. Nem o reencontro, nem todas as palavras e desculpas desse mundo. Era triste, mas era real, era real e doía, em todos eles.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Tem tanta coisa inacreditável acontecendo nesse nosso país, que as vezes preciso atualizar a página umas vezes pra acreditar no que leio. Vai que é mais uma piadinha do Google né. Mas bom, não é.
O Dia do Orgulho Hétero não é uma piadinha do Google, é uma piadinha da Câmara de vereadores de São Paulo, do Senhor vereador Carlos Apolinário.
O que eu vou dizer? Orgulho Hétero... Você, e todo mundo, pode ter orgulho do que quiser, de ser gay, de ser hétero, negro, branco, gremista ou colorado. Pode. O orgulho é seu, a vida é sua. O que você não pode esquecer, e parece que a Câmara de Vereadores de São Paulo e boa parte da população esqueceu, é que no final somos todos iguais, mesmo com todas as diferenças. Um dia do Orgulho, seja ele para o que for, deveria ser direcionado para as minorias, para quem sofre preconceito, para quem apanha na rua, perde emprego, para quem é discriminado por ser o que é. Você já foi discriminado por ser heterossexual?
Criem, por favor, um Dia da Vergonha de ser Brasileiro, Dia da vergonha por ter eleito pessoas com esse tipo de pensamento.
O cantor Tonho Crocco ser processado por fazer uma música criticando o aumento de 73% que os Deputados gaúchos deram a si mesmo, é uma piadinha. É censura.
Tem gente rindo da nossa cara galera, tem gente gargalhando da nossa cara, com os bolsos cheios de grana e a falsa moral no rosto.
Tonho Crocco fez o que todos nós deveríamos ter feito com a "Gangue da Matriz", e o que recebe em troca? Censura. A censura ainda nos acompanha, ela não se foi junto com a ditadura, está escondida atrás de leis e palavras complicadas, essas que nos abstemos de conhecer, ignoramos. "Deixa pra quem entende". E quem vai entender se não somos nós, os maiores interessados em poder falar o que pensamos? Em poder reivindicar nossos direitos?
Chega de votar errado, chega de eleger representantes despreparados, retrógrados, preconceituosos e ladrões. Assim a coisa não anda, assim não há evolução politica e social. Assim não dá.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Devido a assuntos acadêmicos e da organização do Acid Rock Festival, suas cartinhas demorarão um pouco para serem enviadas. =)