segunda-feira, 27 de junho de 2011

Quando, se pensa haver esperança para esse mundo em que vivemos, quando acende-se em algum coração uma faísca solitária e animadora que nos diz por um segundo que ainda temos uma chance, vem um idiota e acaba com tudo.
Vivenciar atos de intolerância e ignorância calada nunca foi meu forte. "Toda ação provoca uma reação de igual intensidade." Disse Newton. Quem sou eu para contrariar?
Não saberia explicar como me sinto, estou sentida, estou triste com isso. Talvez até tenha desenvolvido algum tipo de fobia social, o que eu espero realmente que não aconteça. Mas o que incomoda, o que me deixa com o choro preso na garganta é ver que depois de centenas de anos de "civilização" alguns ainda estão na idade média. Desculpe, penso que estou lhes deixando perdidos, o que ocorreu caros leitores é que em pleno 2011 fomos acusados de hereges de estarmos blasfemando o senhor. Que senhor?
Cada um aqui tem o direito de acreditar e não acreditar naquilo que bem entender, já estamos mais do que cansados de saber disso. Então por que? Difícil explicar, mais difícil entender. Pessoas assim, despreparadas para viver em sociedade, com cabeçinha pequena, incapaz de respeitar a (não) crença alheia vão continuar andando por ai, eu me recolherei a minha insignificância. Não estou preparada para viver nesse mundo. A fixa caiu.
Aquele quê de loucura que exala dos nossos poros, a insanidade refletida nos nossos olhos. Inconsequentemente encantadores.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Somos muito mais do que pensávamos ser, em tudo. Sempre duvidando, até do que está escancarado a nossa frente, até do que já não conseguimos mais negar e se quer tentamos. E dá medo né? Dá muito medo.
Carol Riquinho certa feita enviou-me este pensamento alegando ser perfeito para minha pessoa;

"É difícil me iludir, porque não costumo esperar muito de ninguém. Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito. Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar."

Caio F. de Abreu

E eu não sei bem por que me lembrei disso a essa altura do campeonato, mas eu concordo com a Carol, em partes. Adoro um tumulto e calor, humano. E quanto a iludir-se penso ser complicado não o fazer, arrisco dizer que isso é o que todos nós melhor sabemos fazer na vida. Quem não gosta de uma ilusãozinha né?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Não sei o que quero. Sei o que não quero.
Aquela velha história, aquela velha inquietação. Ansiosidade. Agitação.
Pobre daqueles que têm o coração calado.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A parte boa de ficar gripada é que tu descobre que era feliz antes disso e não sabia. Tu também começa a pensar que era feliz antes de começar a trabalhar e era mais feliz ainda antes de começar a faculdade. Enfim, eramos todos feliz e não sabíamos, no útero de nossas progenitoras. Isso sim.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tenho tido tão pouco tempo para ser uma rockstar-tatuada-bêbada-sobre efeito de entorpecentes-cobiçada. Não que algum dia eu tenha sido, mas é que ultimamente nem o querer existe mais. Estaria eu finalmente amadurecendo? Amadurecer, palavra estranha né? Me lembra mangas, que amadurecem de fato.
A vida real te arranca do peito essas esperanças, te bate na cara e te faz acordar. Tu tem contas a pagar, problemas a resolver, assuntos inacabados pra cuidar. Já chega de brincar de ser quem não se é. Ou não.
Uma ex-futura-pretensiosa-rockstar-tatuada-bêbada-sobre efeito de entorpecentes-cobiçada.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

É ter o sabor da absoluta incerteza do que teremos no dia de amanhã e saber que jamais estaremos preparados para ele, por mais que façamos de tudo para que o contrário ocorra. Ler, ver, ouvir tudo que possa ajudar, que possa nos preparar para o que está por vir, mas não há. Levar em consideração todos os conselhos recebidos, até os ruins, por que eles já passaram por alguém mais, é a certeza de que aquilo já (não) funcionou com alguém e que você pode fazer exatamente o contrário, por que é você e não ele. Parar de se preocupar com essas coisas todas que não podemos controlar, a saudade sempre vai existir e nos dias cinzas em que ela vai parece maior do que você, terás a certeza de que sente saudades de algo/alguém que lhe valeu a pena. Só precisa saber que por mais que esteja rodeada de pessoas ou ao lado de apenas uma, ela(s) não poderão fazer nada em seu lugar, no final das contas vai ser você, com você e contra você. Só procure parar de contabilizar, parar de contar vantagem (tenho tentado), parar de se diminuir, parar de comparar, nada é igual a outra coisa e o que vale pra ti pode não fazer sentido algum pra mim. Pare de contar quantos beijos deixou de dar e passe a esperar o próximo sem pressa, tente viver sem muita pressa. (ainda não consegui) E pare de querer tudo de uma vez, teus braços pequenos não vão abraçar o mundo, mas por favor, não pare de querer e jamais sinta-se satisfeito com coisa alguma. Coisa, não pessoas, as pessoas não tem de ser como você quer que elas sejam. Aprenda a chorar por você mesma, aprenda que chorar não é feio e de forma alguma é sinal de fraqueza, não seja fraco. E por favor, ame-se, ame a si mesmo acima de qualquer coisa e qualquer um, cuide-se, preserve-se. Nem todo mundo que vai passar por você nessa vida vai te amar, ou até mesmo gostar de ti, as diferenças vão fazer alguns te odiarem e tuas atitudes vão fazer outros te abominarem, e se fizer, o faça valendo, o ódio merece tanta intensidade quanto o amor.
Por fim, não faça porra alguma do que eu acabei de escrever e se quer leve em consideração tudo isso, a vida é sua e a da sua vida quem sabe é você. Obrigada por vir aqui ler.

(Tá parecendo "Filtro solar" do Pedro Bial. Tu hein Mariá! Oo )

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Corta o dedo, morde o braço, chuta até deixar de sentir a canela. Eu sempre precisei da dor física para esclarecer o que estou sentindo de fato. Uma relação desnecessária, diga-se de passagem, mas uma relação existente e bem mais forte do que eu mesma já fui capaz ter com qualquer outra coisa. Eu me entreto e assim vou levando.
Prefiro não entender, continuar na dúvida até que ela vire certeza, de alguma coisa. Bom...ou não.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

É preciso trabalhar. E o trabalho que menciono aqui não é tão somente o que nos sustenta financeiramente, falo de todo tipo de atividade necessária para se conseguir algo, qualquer esforço para se conseguir o que queremos. Eu tenho trabalhado por variados motivos, e vocês também, creio eu. Trabalho pra botar comida na mesa, trabalho pra botar whisky no copo, trabalho pra manter o corpo em forma, trabalho pra manter a mente alimentada de todos tipo de conhecimento de que tenho alcance, trabalho por companhia na cama, trabalho por relacionamentos, de todos os tipos, sinceros. No fim do dia de uma quarta-feira em que eu preferi estar dormindo em 90% do tempo, eu chego em casa exausta, dolorida, com uma leve dor de cabeça, me livro das roupas e me deito suspirando forte. Pronto. Pronto? Foi pra isso pelo que eu esperei o dia todo, uma cama vazia e a solidão? Não, definitivamente não. O dia acabou, mas a noite ainda nem começou. Vou trabalhar por isso. Não importa o quanto você faça, sempre precisará fazer mais. Não importa o quanto você esteja cansada no final do dia, amanhã haverá outro dia para se trabalhar por que no final das contas o que vale mesmo são os meios e não o fim em si.