sábado, 30 de abril de 2011

Quero o Digo e a Juli aqui do lado. Quero ter a sensação de que o mundo é bom e tem jeito, e essa sensação só tenho quando os sinto aqui comigo.
Amo muito e morro de saudades.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vai cair o mundo aqui. E agora, quem fica pra me ajudar a segurar?
Sinto as vezes que no momento em que perdi a fé em seu deus, acabei perdendo também um pouco da fé que tinha nas pessoas. O que evita decepções, mas não a revolta.             
Respeito ao próximo não tem nadinha a ver com religião, nada a ver com crer em um ser imaginário, respeito é uma espécie de qualidade que poucos tem, coisa de berço e do coração. Minha intenção não é julgar, por mais que pense que já o estou fazendo, minha intenção é dizer que ninguém aqui é melhor do que ninguém, muito menos você.
É tão inútil tudo isso que estou escrevendo, quer dizer, isso não vai mudar nada, ninguém vai deixar de falar mal de ninguém por ler isso, ninguém vai começar a cuidar da sua vida antes de cuidar da alheia, é frustrante e cansativo.                                           
Sem pagar de coitadinha, sem pagar de madre Teresa, eu só queria por uma única vez que as pessoas parassem de prestar atenção no que eu faço da minha vida e começassem a cuidar das suas vidas. Cada um faz o que quer, cada um vive como quer, esse é o tal do livre arbítrio, liberdade de ser quem se quer ser. É pedir demais? È sim né, claro que é.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O problema é que eu lembro do jeito como tu me olha, do jeito como tu tenta não me olhar. É algo muito maior do que nós e não adianta negar, né? Só que por ser maior, não significa ser mais importante, por que nunca foi. O dia em que soubermos dizer o que tu significou então estaremos livres, não precisaremos mais de qualquer tipo de explicação, nenhuma dessas que você insiste em me dar mesmo sem querer e dessas que eu adoro te ouvir dizer.
Que idiota né, eu sempre acabo nesse assunto, qualquer fim de noite sem nada pra fazer acaba me fazendo ter nada pra pensar e nada pra esperar.

domingo, 17 de abril de 2011

NADA, afimo aqui, NADA, além da morte, é imutável.
Se não és capaz de mudar o que te envolta, o que te pertence de alguma forma, então mereces o que tens e o que não tens e deseja jamais terá. Sem lutar jamais.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

É irônico e deprimente, meus maiores momentos de criatividade são em meio a tristeza quase profunda. A felicidade em nada me inspira. Então se eu estou aqui escrevendo um texto atrás do outro, feito louca, é por que tem algo de errado acontecendo em minha vida. Eu não sei bem o que é, e mesmo se soubesse não lhes contaria. Em meio a pesadelos apavorantes e situações adversas, segurando o choro aqui e ali, terei que seguir.
Hoje é mais um sexta-feira como todas as outras, dia de beber, de beber pra esquecer.
Há muito tempo me neguei a fazer certas escolhas, adiei, me omiti. Hoje o que eu deixei pra trás vem me cobrar e eu tenho duas opções; resolvo isso de uma vez por todas ou omito-me mais uma vez.
 Em dias assim é melhor não acordar, em dias assim em que tudo parece estar desmoronando ao teu redor, meu monstrinho fica incontrolável dentro de sua gaiola, segura-lo lá é a coisa mais difícil que eu tenho a fazer, depois de respirar.
Todos têm maus dias, péssimos dias. E teremos (os que ainda prezam por amor próprio) que superar. Talvez um abraço ajude, talvez a companhia de um amigo amenize, talvez sair para beber resolva. Veremos.
Tentando pensar agora como quem lê este blog, parece que há mais de uma pessoa escrevendo nele, parece que há muitas de mim escrevendo aqui.  É incrível como sou contraditória e instável, incrível como parece que não tenho personalidade alguma em alguns momentos. Minha contradição chega a irritar
Cada vez que me passa pela cabeça a idéia de que eu vá me tornar uma tiazona amargurada e infeliz, segurando um copo de whisky em uma mão e um cachimbo na outra; eu acabo ficando feliz pelo copo de whisky.
Essa imagem decadente e infeliz não é pra daqui algumas décadas, essa imagem é pra daqui alguns dias. É para um futuro muito próximo, um futuro que se aproxima a passos largos cada vez que me nego a entregar-me, cada vez que me nego possibilidade de amar. Eu já posso sentir o amargor em minha boca, eu já posso sentir o amargor em minha vida, esse que vem aos poucos tomando conta de tudo.
Mas sabe, em mim não há medo do amargor, da solidão, da vida infeliz, ao menos terei do que reclamar. O que me mete medo de verdade, o que me apavora todas as noites antes de fechar os olhos é que o whisky acabe, medo de que o whisky acabe e eu volte a ficar sóbria o suficiente para chorar por tudo isso.
Amo ser “difícil de se lidar”, assim, poucos se aproximam e menos gente ainda fica por aqui, e com esses que ficam acabo atando uma relação de autodestruição mútua, pessoas com quem posso me afundar de mãos dadas, o ápice da irmandade. O fato é que ninguém aqui faz muita questão de agradar, graçasadeuz, e bem por isso mesmo as relações acabam sendo mais verdadeiras, todo mundo se xinga e se manda a merda quando tem vontade e se convir a todos os interessados, depois tudo estará bem, como se nada tivesse acontecido, um jeito meio torto de fortalecer laços, mas inegavelmente eficiente.
É tudo meio previsível, se sabe os próximos passos que serão dados, se sabe quem vai chorar, quem vai rir, quem vai mandar a merda, quem não vai esboçar reação alguma e quem vai fingir que não se importa com coisa alguma e depois vai pra casa chorar. O fascinante e nauseante emaranhado das relações humanas. Eu tento entender, sem muito esforço na verdade, sou só mais uma parte mal acabada dele. Tão desprezível e ao mesmo tempo tão necessário, ao menos o que parece a todos, somos incapazes de viver só, sem companhia humana.
Eu começo aos poucos a duvidar dessa necessidade, tento aos poucos parar de me importar, parar de querer mudar, parar de querer precisar. Eu tento a cada dia da minha vida, não querer tanto contato e agradecer pelo que já tenho. E não falo de contato físico, falo de relacionamentos afetivos desnecessários e que nos sugam tudo que já nem temos de vida. Sexo a parte, por favor.

Dizia Fernando Pessoa que se somos incapazes de viver só, estamos em uma espécie de escravidão. Nessa escravidão todos nascemos, e quase nenhum de nós sairá. Seria eu um deles? Podia né.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu sinto saudades de ti. Sinto saudades da tua compreensão sem fim, do teu carinho sem fim. Sinto falta de como tu passava por cima de todos os meus desvios de caracter e tinha coragem de dizer que gostava de mim depois de tudo. Foram bons tempos aqueles, você me dava a falsa sensação de ser amada e eu retribuía sorrindo de canto.Eu nem sei se sinto falta de ti, na verdade eu sou estou é carente.
Né gente, é a vida.

sábado, 9 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quando se tem muito pra falar, muita coisa pra dizer da boca pra fora, muita coisa que pode ferir, machucar, muitas verdades (minhas verdades) para serem ditas, é melhor simplesmente calar-se. Eu sei o que estou fazendo, o que estou sentindo e o que quero no momento e ninguém, digo NINGUÉM tem nadinha a ver com isso.
Passe bem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eu quero morar naquele lugar, com aquelas pessoas e levar mais algumas. Quero aquela vida, daquele jeito.
Obrigada pelo fim de semana sem precedentes.
33!
Eu as vezes penso que cheguei a linha tênue que separa o "gostar" do "amar". Eu cheguei nela, dei uma paradinha, olhei de canto e como se estivesse tomada por alguma droga lisérgica, abri a mente para o que estava acontecendo a tempo de mais; aquilo era um erro. Um puta de um erro. Eu me envolvi, me deixei levar, me deixei em alguns momentos ser dominada pelo sorriso fácil e lindo. (E quem não se deixa levar!?)
Eu estagnei ao lado dessa tênue linha, me sentei ali e esperei por algum tempo, até que ela própria acabou se afastando de mim. E por que isso? Por que amor a três só matando um, e muito provavelmente esse "um" seria eu.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Foi como aquela sensação de levar um soco no estômago sem estar preparada. Primeiro o susto, a falta de ar, depois a dor seguida da náusea. Nesse momento você só não vomita por uma questão de puro orgulho, devia estar preparada, sempre deve estar. Os músculos abdominais enrijecidos prontos para qualquer coisa, assim eles sempre devem estar. Mas não estavam. Nunca relaxar, nunca baixar a guarda. Quando menos se espera a merda toda acontece.
Sempre firme, sempre preparada, sempre pronta pra qualquer coisa.
Mentira.