quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Como se palavras tivessem sido necessárias algum dia entre nós. Sempre meia dúzia delas despejadas ao vento, sem qualquer serventia, sem qualquer questão de haver serventia. Passamos ao estágio onde um meio sorriso é um convite e um pigarro uma intimação. Alguma vez chegamos a pigarrear? Não que eu lembre.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Eu e você já passamos por outras dificuldades Mariá, nós já nos metemos em coisa bem pior, nós já fodemos nossas vidas de formas mais terríveis do que essa. Tudo vai dar certo. Vai sim.
Testo a teoria da convicção mais uma vez e te desafio a foder com a minha vida mais do que eu mesma já faço.
Eu não tive nem coragem de me pronunciar, nem de dizer um "tchau" se quer. Deselegância a minha, eu sei. Mas não consegui, dizer adeus é compactuar com isso tudo e eu não o farei de maneira alguma.
Sei que tu vai vir aqui mais cedo ou mais tarde, então; Boa sorte Erbã. Torço pra que tudo dê certo. Sentirei saudades. Te amo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ele mexeu no prato de comida por alguns instantes antes de se aventurar a botar a primeira garfada na boca. Quando o fez, não conseguiu mastigar. Manteve a comida na boca por um tempo antes de engolir com dificuldade.
Nesse momento ela precipitou-se cozinha a dentro. Semi-nua. Um shortinho que não lhe cobria se quer a polpa das nádegas e sem nada para lhe cobrir os seios. Vinha arrastando-se, grunhindo enquanto passava a mão sobre o rosto borrado de maquiagem. Ele apertou os olhos e desviou o rosto dela, a brancura quase transparente de seus corpo incomodava seus olhos aquela hora. A hora, era quase seis da tarde, o tic toc do relógio insistia em dizer para ele que ele estava atrasado. Alias, nem atrasado estava, estava ferrado mesmo.
- Por que ta comendo isso ai frio? - Ela indagou escorada na porta da geladeira aberta.
- Eu bebi ontem. - Ele respondeu com dificuldade.
Ela pegou uma garrafa de água e entornou.
- E dai? - Insistiu.
- Eu bebi o gás ontem, eu bebi a prestação do carro, fodi o aluguel e cherei o teu presente de aniversário. - Ele enumerou categoricamente e afastou o prato da sua frente. Baixou a cabeça e deitou na mesa.
Ela escorada na geladeira limpou a boca e assentiu.
- Parece que tu vai ter que trabalhar um pouco mais esse mês então.- Falou e começou a fazer o caminho de volta para a sala.
- Eu não trabalho. - Ele resmungou.
- Então vai ter que começar a trabalhar. - Ela gritou já longe dali.
Ela sempre admirou ele, ele sempre foi uma espécie de deus pra ela. O cara intocável, o cara que sabia tudo, que tinha resposta pra tudo, que entendia de tudo. O problema era a bebida, a farra, as drogas, ele nunca conseguiu se afastar disso, por mais que tentasse. Ele era outra pessoa sem isso, era alienado, burro, sem graça, broxante. O único cara que ela conheceu na vida que se drogava de si mesmo. Um jovem apaixonado, louco, entusiasta de uma vida desregrada, mas ao mesmo tempo cheia de paradigmas.
Um homem alto, moreno, de cabelos muito pretos e bagunçados. Os ombros largos, o peito firme e a barba por fazer.
Ele nunca entendeu como ela não conseguia importar-se com coisa alguma. O mundo caindo ao seu redor e ela dizia que precisava terminar de reler aquele capitulo de "Crime e Castigo" primeiro, depois ia ver o que fazer. Ela era uma deusa nua pra ele. Nua por que era mais difícil vestir um pato do que aquela mulher, sempre usando pouca roupa ou roupa alguma. Sempre nua e praticando. Ele a considerava uma ninfo, ela dizia que só gostava da coisa. Ele nunca conheceu na vida alguém mais tranqüila e ao mesmo tempo mais ardente do que ela. Não a vistam ou a deixem sem sexo, ela fica insuportável.
Longos cabelos ruivos, muito lisos. A tatuagem que começava na nádega esquerda e alcança o dedão do pé. As sardas no rosto, os olhos verdes.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ela pareceu ter parado de respirar. Fixou aqueles profundos olhos cinzas em algo atrás de mim e transportou-se para lá no mesmo instante. Ela estava lá, mas não estava.
Admirei cada traço de um rosto sem vida, sem expressão, antes de cutuca-la fazendo-a voltar a realidade. E também não olhei pra trás pra saber o que lhe prendia a atenção, preferi acompanhar a dilatação de sua pupila, a única coisa que demonstrava haver vida naquele corpo.
- Ei. - Eu a cutuquei. - Ei?
- Hum? - Ela voltou a vida aos solavancos. - Tu viu aquele cara lá? - Falou apontando para alguém atrás de mim.
- Não vi. - Lhe respondi.
- Então olha. - Ordenou.
- Não quero. O que tem de mais? - Desdenhei.
Ela me encarou com a expressão firme e me deu as costas emburrada.
Olha, o máximo que tu vai levar é um fora. =)
Arrisque-se.
A nossa sorte é que o querer é independente do sentir.

Só vem então Anônimo(a)! xP
haha.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Foi como qualquer outro fim de verão, o sol ainda forte, mas o calor não tão intenso. Assim então? Como um fim de verão? Um fim de verão que só tem porte, mas não tem mais efeito real. Todo fim de verão é meio triste, o outono cinzento, os chocolates aos montes na cabeceira, junto com trocentas xícaras de café. Mais um frio outono dormindo só, o que é tão comum que quase não é triste.
Eu quero o carnaval pra deixar aquela falsa sensação de que alguém te quer (falsa nao ne, te quer, mas por 2 minutos) e voltar pra casa feliz por 2 minutos. Tudo bem, tudo bem, eu estou fazendo drama. Algo me diz, e mostra, que esse inverno será um pouquinho diferente. Sem fim de verão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dispensei minhas companhias de bar, dispensei minha na cama, dispensei minha companhia da internet, dispensei até minha própria companhia. Hoje meu tempo é só meu e não quero ninguém aqui incomodando enquanto eu, durmo. ;)
Queria escrever algo para o Jack, mas ainda não sei o que dizer.
Importante demais, demais.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Essa viagem, essa mudança de ares, ver um mundo diferente e maravilhoso, me fez querer mais do que queria antes, me deu novas perspectivas, ampliou minha visão.
Por algum motivo, enquanto esperava sentada em uma esquina qualquer de Uruguaiana, me veio a cabeça a idéia mais absurda e ao mesmo tempo mais sensata que já tive nos últimos tempos.
- Eu vou chegar e vou ir atrás, vou recuperar o amor da minha vida. - Eu comentei. Thales com toda sua simpatia e dando a essa frase nenhuma importância deve ter dito algo como; "Que bom."
É isso que vou fazer, eu vou ir atrás de ti, vou ligar pra tua casa, bater na tua porta e dizer tudo o que eu ainda sinto por ti e mesmo que ( e o que provavelmente vai acontecer) você bata a porta na minha cara, mesmo que tu  me mande a merda, eu vou tentar por que eu sei que vai valer a pena, eu sei que você vale a pena, por tudo que já vivemos, por tudo que ainda temos para viver.
Olá pessoas! =D
Estive fora, mas foi por um ótimo motivo. - para quem ainda não sabe Thales e eu fomos de carona até Buenos Aires. - E assim, foi a coisa mais foda do mundo inteirinho. Nos dias que virão começarei a escrever sobre a viagem e divulgarei o blog dela, não aqui provavelmente.
Fiquem bem!

(Anônima querida, está ai a sua resposta.)