quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Se eu pudesse explicar o efeito que tem o teu toque sobre mim, se eu fosse capaz de desenhar o que sinto quando ouço tua respiração profunda ao pé do meu ouvido. Se fosse permitido me fazer entender com palavras o que sinto a vida toda perderia a graça que tem.
Sem que ninguém entenda, sinta igual ou parecido, sem que qualquer traço de sentimento possa ser explicado o mistério da vida segue mais bonito, mais simples Por que cada um sente do seu jeito, do jeito que dá e se permite, e o amor já é tão banalizado, tão comum, que continuar tentando explica-lo seria uma afronta.
As vezes eu chego a pensar que amo, de verdade. As vezes.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Eu preciso parar de botar sobre meu fígado toda responsabilidade que na verdade é do coração, por que definitivamente isso não vai ajudar. Eu quero esquecer, quero me distrair, pensar em outra coisa ou não pensar em nada, ficar em casa sóbria é a pior das torturas pra mim, a sobriedade é a pior das torturas pra mim. Literalmente estou bebendo para esquecer. Só que não é assim que funciona, obviamente. Depois de alguns dias de isolamento, a rua tem sido o lugar onde eu quero estar.
É, eu sei, isso é deprimente, e falando assim eu pareço uma alcoólatra, mas não sou, ainda.
Se fosse só isso, mas não, além de tudo eu bebe e fico sincera, sincera demais. Comunicativa além dos limites e além de fazer amigos eternos por uma noite, eu quase sou presa, e termino com minha dignidade via SMS. Triste.
O que eu quero saber é até quando esse "remédio" vai fazer efeito, até quando sair todos os dias e beber vai funcionar para curar essa dorzinha chata? Com o tempo e vontade, isso vai acabar passando. Assim espero.
Até lá preciso de novos meios de distração, por que a ressaca hoje tá terrível.

domingo, 26 de dezembro de 2010

É um conforto né. Uma coisa que te garante, aos menos um pouco, que aquilo tudo não foi em vão, que valeu a pena de verdade. É mais ou menos assim que me permito sentir a essa altura do campeonato. Alias, de qualquer forma eu sei que valeu a pena, independente dos meios e fins.

Ahh! E eu realmente posso te encher o saco pelo resto da minha vida, o que talvez não seja muito tempo ne, mas enfim, eu posso. =]

sábado, 25 de dezembro de 2010

Um salve a tudo e a todos que me atiçaram os sentidos ontem a noite.
Aos meus amigos loucos que me fizeram rir até a quase morte, a minha familia que faz crescer em mim ainda mais o amor gigante que tenho por eles e a quem me deixou mais do que curiosa ontem. ¬¬
Obrigada a todos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A

Aos poucos e lentamente você acaba por afundar-se em meio a travesseiros, tomar a forma de sua própria cama, criando raízes profundas e laços inquebráveis em você mesmo,  tornando a aproximação alheia quase impossível. Você não quer sair e ninguém se atreve a entrar.
Por que o último amor sempre vai ser o da sua vida. O amor de agora é melhor, mais intenso, mais forte, capaz de suportar tudo aquilo que os antigos amores não foram. O amor de agora tem o melhor beijo de todos, o sexo mais intenso, mais gostoso de todos os outros "broxas" com quem você já dormiu e jurou amor eterno. (não necessariamente nessa ordem). O amor de agora é invencível, e é lindo e perfeito. Pelo amor de agora você faria tudo e qualquer coisa, para mante-lo ao seu lado, para não perde-lo.
O problema é que o amor de agora, é só agora, e ele pode até se tornar eterno, mas você não tem como saber de fato, não há como saber se ele vai durar pra sempre. A única coisa que se pode fazer é vive-lo da forma mais intensa possível, aproveita-lo até seu fim, que pode ser logo ou vir apenas com a morte.
Não se ama apenas uma vez na vida, se assim fosse metade do mundo já não teria mais motivos para continuar tentando, pra continuar vivendo o amor de agora e vivendo a expectativa para saber se é pra sempre ou não.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Entre o desespero escondido atrás de uma long neck de bohemia e o susto estampado numa cara apática, eu sobrevivi a mais uma noite.
E o que eu deveria fazer? Preciso dizer alguma coisa, abraçar forte, dizer que vai ficar tudo bem? Dizer que eu me importo com isso? Quer dizer, eu não me importo, desde que isso não me afete diretamente (o que talvez aconteça).
Estou tão preocupada em como fugir de mim mesma que quase esqueço de fugir das pessoas e de suas armadilhas.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É hora de fazer o balanço de 2010. Então balança 2010!
Ok, foi péssima essa. ¬¬
Mas enfim, vou tentar (inutilmente) compilar em um post os acontecimentos de um ano inteiro.

2010 foi um ano do caraleo, um ano que vai ficar guardado pra sempre na memória, um ano de tantas descobertas, de tantas mudanças, pequenas e gigantes.
Em 2010 eu comecei a trabalhar e depois descobri que era um emprego e não um trabalho. Namorei umas 2 ou 3 vezes, entre pessoas reais e imaginárias. Desapaixonei-me por uma antiga paixão em definitivo, apaixonei-me uma dezenas de vezes, pra depois desapaixonar. Amei eternamente por uma noite, odiei pra sempre por um instante. Aprendi que sexo é sexo e não se mete o amor no meio disso, na prática.
Em 2010 eu elevei o egoísmo ao extremo, fiz e aconteci, respeitei minha vontade acima de tudo, testei os limites do meu corpo, coração e mente. Exigi de mim o máximo, e de recompensa carrego mais algumas cicatrizes corpóreas e sentimentais. Eu quis testar, eu quis experimentar, ver, tocar, bocas, corpos, sensações, lugares, sentimentos, gostos, perfumes. Abri a mente e o peito pronta para aceitar qualquer oportunidade, qualquer pensamento diverso, festa estranha, gente esquisita. Eu desapeguei, aprendi que grana se ganha e se perde, e se perdeu é só trabalhar pra ganhar de novo.
Em 2010 dormi pouco, bebi muito, sai de mais, estudei o de sempre, vivi intensamente.
Em 2010 eu reatei nós, e fortaleci outros já eternos. Fiz questão de desfazer alguns desnecessários e conheci e passei a gostar de muita gente legal, muita gente que vou levar pro resto da vida por tudo que me fizeram sentir, ver, tudo que me ensinaram, mesmo que sem querer. Aprendi a respeitar mais a individualidade de cada um, a tolerar certos defeitos e a abominar outros, tornando a convivência com eles quase impossível.
Tolerância palavra chave de 2010. Quanta paciência, quanta tolerância foi necessário para sobreviver a 2010. Quantas vezes foi necessário contar até 100 para não espancar alguém até a morte? Muitas! Sorria torto e engula o ódio que só te faz mal. Aliás, ódio foi uma coisa que aprendi a não cultivar mais, hoje por mais que algumas rixas ou diferenças aconteçam, eu não odeio ninguém, não tenho ninguém como inimigo, mesmo que alguns me tenham como tal. Aprendi que é perda de tempo odiar alguém, é gastar energia a toa.
2010 me permitiu novos conceitos, passei a duvidar e a não temer qualquer intervenção "divina", e quando fiz isso foi como livrar-me de alguma prisão, uma crença imposta a vida toda. Como conseqüência passei a sentir e crer no poder de cada um de nós, no poder do que desejamos para nós mesmos e para os outros. Energias positivas ou não repassadas por todos, para todos, delineando momentos e vidas.
Em 2010 levei o maior susto de toda minha vidinha, um susto daqueles de fazer o mundo parar de girar por um segundo. Chorei um instante, um abraço amigo e um só pensamento positivo na mente "Vai ficar tudo bem", e ficou. Mas como tudo que passa, me deixou uma lição grandiosa, nada é mais importante que tua família, é quem sempre vai estar lá quando você precisar.
Tudo que parecia ser gigante em outros tempos, em 2010 foi amenizado, tentando manter um equilíbrio interno, tentei. Não consegui de fato, mas ainda estou tentando. Segui explodindo e demonstrando sentimentos e expressando opiniões controversas ou não, não aceitei o que achei ser errado e por isso levo o título de chata estampado na testa, com certo orgulho.
Em 2010 a solidão foi minha melhor amiga e amante, aprendi e gostei de viver só, percebi que se não sou capaz de passar um tempo sozinha comigo mesma, ninguém mais será.
Eu defini objetivos e alguns até alcancei, mas no fim percebi que isso só me limitou e pra 2011 limitações não serão permitidas.
Quero terminar esse ano na paz que cultivei todo esse tempo, amando e vivendo intensamente, sem medo do mundo, das pessoas. Disposta e disponível a todos e a tudo que me fizer bem.
Só eu sei o que senti, o que pensei, se doeu ou não. Só eu estava lá te vendo abrir e fechar os olhos, só eu sei a agonia, a ansiedade que me corroeu, a tranqüilidade que senti, a frieza que me salvou. Só eu sei o que passei em 2010, e vou termina-lo como comecei, sem julgar ninguém e desejando não ser julgada.

O que eu espero de 2011?
Eu espero tudo, e mais um pouco.
Pelos momentos que juntos vivemos e que não haverá fotografias capazes de contar a quem não viveu aquele momento tudo que sentimos.
Pelos momentos sem fotografias. Momentos imaculados, guardados a sete chaves na memória de cada um, com a sensação dos toques, sabores, risadas. Dos momentos que ninguém além de você notou. A mexa de cabelo caída displicente nos olhos dele, o ritmo da respiração dela ao seu lado. Cada coisa que cada um vê e guarda de um jeito e que não precisa ser fotografa para ser eterna. Cheia de distorções da realidade, cheia da mais pura e inocente felicidade que ninguém estraga e ninguém vive igual.
Aos amigos, protagonistas e responsáveis de momentos assim, momentos que só eles são capazes de nos proporcionar.

domingo, 19 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DECEPÇÃO.
Eu decepcionei alguém e sei que o fiz, como fizeram comigo também. E agora? Agora é a vida mano e cada um escolhe de que forma vai lidar com isso. Nao me redimo de culpa, da mesma forma que nao protejo mais ninguém.
Deve ser triste não ter em quem confiar ne?
Uma mensagem em um início anormal de madrugada. Sanidade, tranqüilidade, sem pretensões, sem pressa de voltar pra casa. Comecei a considerar uma possibilidade, uma possibilidade antes surreal. Você me fez pensar diferente, talvez até querer diferente. Eu posso estar errada, como sempre, mas está iniciando em mim uma vontadezinha chata de arriscar. Vai saber né.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A ficha ainda não caiu, mas quando cair vai doer, vai ser um estrago sem antecedentes. Eu espero ansiosa pela minha reação, espero pra saber como vou reagir diante dessa nova realidade. Já vivi coisas parecidas, mas nunca igual, então não há como saber.
A tristeza vai ser inevitável e eu não pretendo esconde-la, mas não vai ser só isso, vai ser muito mais, vai ir muito além. Será um estágio novo, algo tão novo e diferente que chego a ter medo da hostilidade que virá com ele.
Tempos difíceis estão por chegar e eu estou pronta para eles.(?)
Eu mentiria se dissesse que me arrependi. Não me arrependi, de nada, de nenhum segundo se quer. Eu só penso algumas vezes que poderia ter sido diferente, mas como não foi, não há arrependimentos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Estivemos a dois passos de cometer a maior burrada de nossas vidas. Se aquele entre-olhar, se aquela aproximação mútua e inevitável tivesse culminado em um beijo lento e ardente, nós estaríamos em uma enrascada sem tamanho. Eu queria, eu quis, talvez eu queira ainda. Mas não, melhor não. Estamos tão bem assim, cada um no seu lugar, desempenhando seu papel com competência inquestionável. Não se mova, não quero me mover, assim está bom e é assim que vai ficar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu relutei por muito tempo, briguei comigo mesma tentando me impedir de voltar a postar aqui, pra mim, ou para uma parte de mim, isso aqui já estava acabado, enterrado, superado.
Hoje, por um motivo ainda desconhecido, eu logei aqui e senti uma coceirinha, uma vontade de clicar em "Nova postagem" e descarregar tudo que eu não contei no último mês, e meu deus, já faz um mês que eu o deixei aqui a ver navios. Pensei por um momento em escrever algo que explica-se ou nem isso, talvez uma nova apresentação, um retorno, mas a questão é que ainda não sei se quero retornar de fato. Sinto-me um vulcão em fúria, prestes a explodir, mas não tem certeza se quero dividir isso com vocês.
Bom, já é um começo né.