domingo, 31 de outubro de 2010

Esse tipo de sentimento, de sensação não se descreve. É humanamente impossível de definir. Ninguém até hoje conseguiu, por que eu conseguiria?
Eu só sei que é bom, é ótimo.
Liberdade.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Para quem precisa, à quem aprecia, à quem espera, à quem pratica. Sexo.
Para quem gosta da pele pegando fogo, a cabeça a mil, do querer quase sem consciência. Para quem precisa do cheiro instintivo e anormal que exala dos corpos. O suor. A respiração rápida, os pulmões pedindo todo o ar do mundo. A boca entre aberta, a falta de pensamentos conexos, o desejo incontrolável. Eu quero ser incontrolável, quero te ter incontrolável.
Pra quem precisa sentir o arrepio, os músculos tencionados, a umidade, a unidade de dois juntos em um só objetivo. Sexo.
É, eu devo estar com problemas mesmo. xP

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vai fazer aniversário.Vai fazer mais um aniversário. Tão linda, tão minha, tão própria e independente.
Eu lembro bem do dia em que você nasceu, sem avisar, de repente e já crescida, já grande demais. Nasceu com forma própria, derrubando tudo e destruindo mais um pouco ao redor. Seu tamanho desproporcional a situação, ao momento, a quem a carregava. Sua progenitora tão pequena, tão frágil, precisou de  alguns meses e alguma coragem para aprender a doma-la, para educa-la para a vida, para o bem.
Feliz aniversário minha dor maior, minha mais velha e mais doída criatura. Obrigada por tudo, você me fez como sou.
Se fosse pra ser tudo lindo, se fosse pra ser tudo perfeito, então eu não ia querer. Se não houvesse dor, se não houvesse a quem e por que chorar, então eu não ia querer.  Sem sangue, sem suor, sem lágrimas, sem raiva, desilusão, desamor, decepção e dor, dor real, eu não quero.
Se é pra ser fácil, então eu não quero.
Como saber se é bom, se não se conhece o ruim?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Saudades gigantes daquela podre da Rafaela! *-*
- Tem como, por obséquio, você não causar um caos completo por onde passa, Mariá!? - Gritou irritada.
- Tá... - Eu me encolhi a olhando de canto. - Posso tentar...
Pense pelo lado positivo, você ainda pode pular fora. Será?
Aliás, sempre se pode pular fora, a diferença é o tipo de marca que vai ficar, superficial ou não. E tente definir também o que significa "pular fora", tente impor barreiras físicas para isso, para que algumas cervejas ou algumas horas de solidão não te façam voltar atrás, nem que seja por pensamento. E convenhamos, sempre acabamos por nos trair em pensamento, nem que seja em forma de algum xingamento grotesco.
Desisti a muito dessa prática. Aprendi que não se manda em um coração que pulsa independentemente da minha vontade, (já tentou fazer ele parar de pulsar?) que sente além da minha vontade. Eu sei que depois de algumas bebidas (ou de muitas) eu vou acabar falando alguma coisa, fazendo alguma merda, alguma coisa idiota e sem sentido por vontade de um coração revoltado.
Pular fora? Pular fora do que? Da minha própria vida?
Eu tenho mais com que me preocupar do que com um garotão revolts e mal criado. Deixa ele pular fora do peito se quiser, mas eu não, da minha vida e das minhas vontades não pulo fora.

domingo, 24 de outubro de 2010

Deixar o cabelo crescer, fazer dreads, raspa-los ouvindo "Love by grace".
Objetivo de vida.
Da série: " Olha o que eu achei nos meus blogs/cadernos velhos."

- Eu não sei por que tu sempre me traz aqui. - Comentei impaciente.
- Por que eu gosto daqui, é calmo e não tem ninguém. - Sorriu gigante pra mim.
Eu começava a questionar aquele sentimento crescente e revoltado dentro de mim. Me senti incomodada em sentir aquilo pela figura a minha frente. O jeito de ajeitar a gola da blusa, o jeito como passa o dedo sobre a sobrancelha para ajeita-la, sendo que ela já está mais do que ajeitada. O jeito que chama minha atenção para si, o jeito como diz que é a melhor coisa que eu poderia ter na vida naquele momento e pra sempre.
Eu sempre riu nessa hora e questiono; " Pra sempre?" Pra sempre é muito tempo.
- O teu pra sempre é até o fim do ano. - Eu retrucava ironizando.
- O meu pra sempre contigo, é pra sempre de sempre. - Falava firme.
Sorria bufando. Aquilo me irritava, sempre me irritou essa tentativa de me fazer parecer importante, insubstituível pra ti. Eu só mais alguém, mais alguém pra ti esquecer depois.
Eu nunca gostei do 'depois' contigo, sério. Ele sempre me apavorava, sempre quis você dormindo, sem falar, sem mencionar coisa alguma. Sempre quis te mandar calar a boca e fugir dali com as roupas na mão.
- Eu não vou me sentir assim com mais ninguém nesse mundo.
- Como? Aos pedaços se você não calar a boca agora?
- Quanta delicadeza. - Um beijo no queixo. - Amo isso em ti.
- Tu me irrita.
- Eu sei. - Virou de lado e me abraçou firme. - Quando tudo isso acabar tu vai perceber o quanto meu ama.
- Eu não te amo.
E amo? Ou amei? Sabe-se lá.


Eu o editei, obviamente. Suspeito que tenha sido escrito em meados de 2009 sobre alguém de um passado mais distante ainda.
Se eu ainda estou aqui ao seu lado, é por que de fato significou alguma coisa. Eu não perderia nem mais um minuto da minha vida com você, se você não tivesse sido alguém importante pra mim. Por mais remoto que isso possa ser.
- Toda vez que eu ligo, sinto aquele frio na barriga, a expectativa pra saber se você vai ou não me atender...
Silêncio.
- Fala, eu tô ouvindo. - Falei por fim.
- Tu não quer dizer nada?
- Não, não tenho nada pra dizer. Agora fala. - Insisti.
- Tu vai escrever sobre essa ligação?
- Talvez.
- Escreve. Escreve sobre essa, faz tanto tempo que tu não escreve sobre mim. Bons tempos aqueles em que eu era o centro das tuas atenções. Tá certo que isso foi a muito tempo, mas eu gostava daquele tempo.
- Eu ainda penso que tu dá atenção demais para o passado.
- Tu também dá. - Defendeu-se
- Não sou eu quem liga periodicamente para uma paixão passada para reclamar da vida que leva.
- Eu não reclamo, só gosto de manter contato contigo, tu sabe.
- Eu sei. Eu também gosto. - Admiti.

Só por que tu pediu.

sábado, 23 de outubro de 2010

Acontece sempre como numa película antiga; em preto e branco, pausado, sem cortes e mudo. A vida passando a frente sem direito a segunda chance, sem paradas para o café e sem vontade de parar.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Eu só preciso não precisar de você. Isso. Me faça ser completamente independente da tua existência, da tua vida, do teu mundo. Não ate entre nós mais um nó invisível e desnecessário, não sufoque, não maltrate, não trate como seu algo que nem meu é.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os sustos que a vida nos dá, só pra ficar aquele gosto a mais, aquele prazer a mais por estar vivo e por poder ser quem se é.
Eu ando numa vibe assim ó, louca de boa! E devo admitir que são influências externas as responsáveis por isso, as pessoas, o calor, o momento vivido, a música que estou ouvindo, a onda de positividade que paira sobre nós.
Pensamento positivo sempre! Acreditar que todo mundo pode ser bom, que tudo pode sim dar certo e acima de tudo acreditar em si mesmo. Amar a si mesmo, antes de tudo.


"Faço de mim
Casa de sentimentos bons
Onde a má fé não faz morada
E a maldade não se cria
Me cerco de boas intencões
E amigos de nobres corações
que sopram e abrem portões
com chave que não se copia
Observo a mim mesmo em silêncio
Porque é nele onde mais e melhor se diz
Me ensino a ser mais tolerante, não julgar ninguém
E com isso ser mais feliz
Sendo aquele que sempre traz amor
Sendo aquele que sempre traz sorrisos
E permanecendo tranquilo aonde for
Paciente, confiante, intuitivo"

Forfun

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te és impossível viver só, nasceste escravo."

Fernando Pessoa




Sem mais.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Devia ter ficado para o chá, pra depois das 5 horas, depois que as crianças tomam banho e vão recolher-se. Devia mesmo. Devia ter visto a novela das 7 e o jornal das 8 e a outra novela das 9 comigo.
Eu estou te dizendo, você devia ter ficado. Depois do filme das 10 eu costumo ir para a varanda ver a lua, tomar um café e ler um livro qualquer que fale sobre culinária, sobre receitas com carne de pato. Você ainda gosta da carne escura do pato né? Eu sei que gosta.
Depois da lua eu vou para a cama, isso lá pelas 2 da manhã. As crianças acordam as 6 e só tenho 1 hora para alimenta-las e arruma-las para a escola. Depois disso, tenho 3 horas para mim, cuidar de mim.
Já havia passado para o estágio de ferir meu ego. Havia passado do meu limite de tolerância. Meus nervos chegavam a ranger quando a mente pensava em tal.
Eu precisava desse troféu na minha estante. Precisava. Chega a ser ridículo, eu sei, mas é real.
Chegada a hora, eu pedi a frieza que diariamente me acompanha e salva, pedi competência, exigi de mim o "não pensar". Eu só ouvi o quis, só pronunciei duas palavras e,  não senti nada.
Hoje eu durmo tranqüila.
Problema resolvido.

domingo, 17 de outubro de 2010

O acampamento foi foda.Galera alto astral, lugar incrível.
Mas é só o que posso dizer. Por que?

O que aconteceu no acampamento, fica no acampamento.
;)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Daria qualquer coisa para fazer aquilo não ser real, pra não sentir aquilo tudo na pele, na alma.
Apertei os punhos dentro dos bolsos do casaco, apertei até fazer os dedos doerem. Eu só não podia demonstrar, só não podia deixar transparecer ao resto do mundo, que o meu mundo estava ruindo.
Tudo ao meu redor desacelerou, tomou seu próprio tempo e espaço. A vida começou a girar devagar até parar.
Quando voltou a girar, eu parecia estar no lugar errado, no corpo errado. Eu era uma estranha no meio dos meus.
Não devia, mas senti pela primeira vez desde que passei a amar cada um deles ali por seus defeitos e estranhesas, que eu não servia naquele mundo, que eu precisava estar em qualquer outro lugar do mundo, menos ali. Eu os odiei por segundos.
Um abraço acordou-me, uma apertão me fez voltar a realidade, um beijo sincero esbofeteou-me. Eu estava onde deveria estar e com quem deveria estar.
Eu os amo, mas as vezes preciso experimentar outros sentimentos em relação a eles. Tudo volta mais intenso depois disso, mais amor, mais sincero.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

É chato deitar a cabeça no travesseiro e pensar que não se fez tudo o que podia ter sido feito. Insatisfação permanente.
Nunca fazemos tudo que poderiamos ter feito. (In)felizmente. A insatisfação é combustível, nos faz estar sempre em movimento. Sempre querendo mais, procurando por mais, conseqüentemente conquistando mais, mais cicatrizes, mais vitórias, mais derrotas, mais lembranças, mais sorrisos, mais choros.
Os troféus são guardados e esquecidos, as vitórias depois de certo tempo tomam posição ao lado das derrotas, que nos ensinam muito mais. O riso se desfaz junto com a lágrima que some. As cicatrizes permanecem, permanecem demarcando cada lembrança, um marca texto da vida, sempre em evidência. Tudo que não nos deixa parar de tentar, a vida que não nos deixa desistir de vive-la por mais dolorido que possa ser. Cada coisa em seu lugar conspirando para nosso mundo não parar. Conspirando pela nossa satisfação. Mas ela, ela não existe.
Insatisfação. Eu sempre quero mais, mais de tudo que eu posso ter, e mais um pouco.
Duas conversas esclarecedoras, e sem perceber uma acabou complementando a outra.
Em uma discutiamos sobre como nada é capaz de me afetar realmente, que desde aquela única vez, nada foi igual ou maior. E minha interlocutora dizia ter sido atingida, que ao contrário de mim alguém mais fez seu mundo balançar.
No segundo diálogo falávamos sobre como pensamos diferente, ele precisa do isolamento para sentir-se equilibrado e sobre como eu preciso explorar, procurar por algo novo para me sentir viva.

Continuo procurando por algo capaz de me "cutucar" como aquela vez. Não posso parar, parar significa que desisti, e desistir não é coisa que uma "eterna insatisfeita" faz.
Aprendendo aos poucos e não sem dor, a dizer e ouvir a mais pura verdade, sempre. Ataques seguidos se sinceridade, conversas francas, dizer o que tem que ser dito, todo tempo. Não que não fosse assim antes, até era, mas agora é tudo mais intenso, mais forte, mais real.
Não pergunte se não quiser saber, por que se perguntar eu vou dizer.

domingo, 10 de outubro de 2010

Vivia reclamando de quem me tirava do meu lugar e blá-blá-blá. De como só tem lugar pra um no meu quadrado. Fica ai do lado, mas no teu quadrado.
Meu espaço, minhas coisas, meu lugar só meu no mundo. Os braços cruzados e o queixo erguido. Franzindo a testa, a sobrancelha levemente arqueada, encarando o nada a sua frente. Sempre pronta pra tudo e para todos. Desarmada, mas não despreparada. Mania adquirida com a vida de achar que tudo e todos podem te machucar, por que realmente podem. Não que se importe em adquirir novas cicatrizes, por que não se importa. Importa-se em saber que elas valeram a pena, precisa saber que a dor e a marca deixada teve alguma valia na vida.
Meu quadrado. Meu.
Caminhei sob o gostoso sol da manhã. O vento completou o pacote de "manhã perfeita de primavera". Só que tem alguma coisa errada no dia de hoje. Hoje é o dia prometido, o dia esperado durante toda semana. Aguardado sem motivo aparente para tal, mas sim, eu aqui sei que este dia não vai ser apenas mais um domingo normal. Este dia me reserva alguma coisa a mais, e eu até imagino o que seja.
Esperarei.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A diferença entre um bom dia e um mau dia está em como você o encara.
Hoje nada deu certo, tudo parecia estar contra mim, o tempo, as pessoas, o mundo. Só que por algum motivo eu não deixei nem por um segundo de sorrir e acreditar que ia dar certo.
O seu dia é você quem faz, a sua vida é você quem faz.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eu percorri apressada o caminho que leva da parada de ônibus até a frente do prédio 8. Estava atrasada, de novo. Meio distraída tentando ajustar o volume do mp3. Quando vejo quase em cima do laço a colega sentada no banco em frente ao prédio, meio triste, encolhida como se algo a tivesse feito mal.
- Que que foi meu?! - Cumprimentei simpática. =]
- Nada. -Sorriu amarelo.
- Sei.. - Desconfiei. - Não vai pra aula?
- Não, não to legal. Vou pro bar daqui a pouco. Vai depois?
- Ahhmm. Eu tenho que ir pra aula, mas depois vou pra lá. - Respondi tentando retomar o rumo para meu prédio.
- Ahh. - Desanimo e desapontamento em níveis alarmantes.
Parei e a encarei. De impulso pulei para o lugar no banco ao lado dela e passeio o braço por cima de seus ombros.
- Meuu! Não fica assim baixo astral!
Ela sorriu de canto, baixou a cabeça e encolheu-se ainda mais diante do meu abraço. - Diz ae! - Insisti.
- Nós terminamos. E agora acho que é pra sempre, de verdade. - Meio chorosa.
- Ahh meu! Mas por que isso?
- Eu não gosto igual, não correspondo. Não consigo ficar mais junto assim. Só que nós ficamos horas no celular discutindo a mesma coisa. Chorando, dizendo que to fazendo sofrer, que não posso ser assim tão ruim. Agora eu sei como é estar no teu lugar.
- Tu sabe que não adianta ficar junto se não gosta, que isso só faz as duas partes sofrerem. E a culpa não é tua, ninguém escolhe de quem vai gostar. - Pensei um pouco. - Mas como assim sabe como é estar no meu lugar?
- Tu sempre esteve do outro lado.- Sorriu zoando. - Sempre é quem fica impassível, sem sofrer.
- Que mentira meu! - Meio que gritei. - Eu sofro, sofro horrores. Só que eu sofro por coisas que valem a pena, não por qualquer pé na bunda que eu levo.
- Tá, eu sei. Tu sofre também.
- É. - Eu concordei jogando meu corpo para trás no banco.
Alguns momentos de silêncio.
- Mas como que faz pra esquecer, pra retomar a vida sem isso? - Ela perguntou olhando pra frente.
- Sem isso o que?- Eu indaguei distraída.
-Como se vive sem viver o amor que se sente?
Pensei.
- Não se vive. É impossível acostumar-se com o fato de não viver um sentimento. O que acontece, é que aprende-se a viver uma outra vida, uma sub-vida sem ele. - Com tom de voz que define tudo.
- Eu não sei viver assim. - Ela falou com a voz fraca encolhendo-se no banco ainda mais.- Eu não sei procurar nos outros o que eu não posso ter com esse sentimento.
Eu me estiquei e cruzei os braços na frente do peito virando o olhar para o céu.
- A questão não é procurar nos outros o que tu não tem dele, a questão é procurar algo diferente dele. Nada vai ser igual, mas sempre vai ter alguém diferente e melhor em tudo, que te faz se sentir melhor.
- Eu não vou sair por ai catando. - Ela disse irritada.
- Isso não se procura colega, essas coisas encontram a gente. - Eu falei bocejando.
- Eu queria ver as coisas como tu vê as vezes, parece muito mais difícil, mas bem mais definitivo.- Cerrou o punho e o chacoalhou.
Silêncio.
- O tempo tá lindo... Sempre que a URI fica assim, é por que vem chuva. - Comentei.
- E se ele corresse atrás de ti hoje? - Ela perguntou virando-se pra mim curiosa.
- Eu diria não. - Falei tranqüila e sem hesitar
- Mesmo? - Surpresa.
- Mesmo. Eu encontrei pessoas incríveis na vida nesse meio tempo, que gostavam de mim, pessoas a quem eu daria tudo para ter gostado, mas não gostei de verdade. E sempre que eu encontro alguém que me faz bem, que me faz esquecer, que me faz querer ser melhor, eu me jogo de cabeça, sem pensar em mais nada. E nesses momentos eu digo "não" pra ele com toda certeza desse mundo. - Falei empolgada.
- Verdade. - Suspirou. - Tu não tem que ir pra aula?
- Merda!
De uma forma sempre torta, mas nunca errada, a vida vai nos ensinando sua lições. Vai nos apontando seus caminhos, seus atalhos seguros. Vai nos dando pistas de quando dizer "sim" e quando dizer "não" pra oportunidades que nos são dadas, para as pessoas, para as diversas situações. Tem-se duas opções, mas apenas uma chance. Uma só. Por que não escolher já é uma escolha e largar na mão dos outros, da "força divina" ou do que quer que você acredite para isentar-se de culpa é escolher ser fraco.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Quem acredita, diz que tudo é culpa dele, tudo é por vontade dele. Bom ou ruim.
E quem não acredita bota a culpa em quem?
Minha culpa, incompetência minha. Assumo.

domingo, 3 de outubro de 2010

Eu guardaria seu sono se eu não dormisse sempre antes de ti.
Eu guardo minha insônia pra ti, pra acordar juntos contigo nas milhares de vezes que você acorda durante a noite depois de um pesadelo ou pra me puxar pra perto ou pra me afastar conforme sua vontade.
Eu guardo minha paciência pra te ouvir falar sem parar sobre qualquer bobagem que seja. Só pra te ouvir falar.
Eu guardo todo minha tolerância pra essa situação.
Eu guardo meus abraços, eu guardo meus beijos pra ti.
Minha razão para sorrir fácil, minha razão para aguentar firme a semana inteira por que sei que no final dela eu vou te ver, no final eu vou sentir tudo aquilo que me faz tão bem.
Minha razão maior pra dizer; "Tá me deixando louca."
E tá mesmo, e tá.

Eu escrevi por que quis, não por que você pediu. Eu estou nisso tudo por que quero e não por qualquer outro motivo. Eu já sei brincar com fogo e já sei que queima. Mas por hora é aqui contigo, sendo do jeito que for, que eu quero estar.
Quando eu não quiser, e se acontecer de algum dia eu não querer, será você quem primeiro saberá. Então, relaxa. ;)
Eu começo a suspeitar que isso tudo já não me faz tão bem quanto antes. Alguma coisa tomou outro rumo dentro de mim, alguma coisa quer seguir em outra direção e até que eu descubra o que é e pra onde quer ir, vou viver dias de insatisfação e impaciência.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010