quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Divide-se em duas, três partes. Esfacela-se, dilacera-se, divide-se como bem entende, como se fosse incapaz de sentir qualquer dor terrena.
Ingênuo, fraco, mole.
Eu o entendo, está cansado, desesperado por estar a tanto tempo nessa indecisão, nesse chove não molha. Mas como se não fosse o suficiente tudo pelo que passou, dessa vez resolveu-se por algo mais intenso, por coisas mais intensas. Coisas completamente diferentes, deliciosamente diferentes.
Coração vagabundo, isso que tu é.
Sejamos positivos. Que possamos manter nossos pensamentos em coisas boas, em pessoas boas. Que a mão do bom senso toque a consciência de cada um de nós para que sejamos capazes de fazer a melhor escolha possível, ou a menos pior. Que possamos nos livrar do vício de votar por votar, que a honestidade ainda valha alguma coisa neste país.
Sejamos positivos. Pensamento positivo. 
Estive longe daqui nos últimos dias,  mas foi bom, assim a vontade de escrever besteiras enormes e repetitivas passou.
E segue o baile!

domingo, 26 de setembro de 2010

No que alguns vêm fraqueza, eu vejo superação.
Eu gostaria de explicar a todos, mas não, isso eu vou guardar só para mim. :)
O  que aconteceu hoje, o que eu vi acontecer hoje, foi algo que eu jamais pensei que veria na vida. Jamais.

sábado, 25 de setembro de 2010

Eu tive medo de voltar a deitar ali, tive medo de quebrar algo tão imaculado, tão lindo, tão surreal. Eu tive medo de deitar ali e desfazer as dobras do lençol que você deixou, de fazer esvair o teu cheiro que ficou no travesseiro.
Tudo que é bom de mais não pode durar muito.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

E não há quem me conheça de fato, e não há alguém que um dia irá faze-lo.
Dificilmente alguém voltará a ver o que se viu naquela madrugada quente de primavera. O céu vermelho sangue, o chão vermelho de sangue.
Não há nada audível, nenhum tipo de som foi perceptível, nem os gritos, nem as vozes, nem os metais rangendo ou os tecidos rasgando. Exceto a própria respiração ofegante, acelerada.                     
A mente com raciocínio acelerado, os músculos tonificados repentinamente e preparados para usar de força ou agilidade. Adrenalina. Adrenalina no limite do suportável. Adrenalina de mais, desespero de mais. Desespero. Esse foi o tom daquela madrugada, a pitada final de uma noite perfeita. Fechar os olhos era impossível, pensar era impossível. O que se pensa quando se vê a frente tudo que se pediu pra nunca ver? Em nada. No nada.
Nada, nunca vai ser se quer parecido com aquela madrugada de primavera. Nunca mais alguém verá algo como aquela madrugada.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eu sabia que esse dia ia chegar. Só não pensei que fosse chegar tão cedo.
Como não há de fato nenhum lugar cômodo nesta situação, ajeito-me, não confortavelmente no meu e pago pra ver onde essa história toda vai dar.
Boa sorte a todos. xP
O mais difícil nem foi ser deixada nos final das contas. O pior nem foi olhar meu reflexo no espelho e não ver o seu ao lado. O difícil mesmo, a parte insuportável desse começo de fim foi o silêncio. O silêncio fazia um barulho insuportável sem você.
De alguma forma, aquele barulho desconexo que você chama de música, agora me faz uma falta mortal.
Eu reclamei estupidamente nos últimos 2 meses de como você dobrava as camisetas. "Não é assim que se faz. É assim." E lá ia eu redobra-las uma por uma. Você ria e ia tomar mais uma xícara de chá. Também nunca entendi sua repulsa por café. Um tipo de gosto inaceitável, eu sempre disse.
- Seis meses. - Você disse com a cabeça escorada em minhas costas, enquanto eu arqueada para frente lia o jornal do dia.
- Oi amor? - Desatenta.
- Seis meses. Hoje nós fazemos seis meses juntos. - Com um suspiro.
- Sério? - Eu me endireitei e te encarei surpresa.
- Parabéns. - Você disse sorrindo de canto enquanto passava os dedos entre meus fios de cabelo desgrenhados.
Eu sorri apenas.
Depois disso, uma ou duas horas depois disso fez o silêncio. Algumas xícaras com chá frio pela metade, o cheiro do perfume nas cortinas e o silêncio. E só.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Eu insisto em me torturar. Insisto em saber todo dia de uma coisa que eu já sei a muito tempo. Como se a muito tempo eu vivesse no mesmo personagem, como se a muito tempo eu estivesse encarnada em meu próprio Prometeu. Mas diferentemente dele, não há abutres para bicar a ferida. Por vontade própria, todos os dias quem reabre a ferida sou eu.
E por que? Sabe-se lá. Talvez por que na esperança de que tenha mudado do dia pra noite, eu precise ir lá verificar novamente algo que de fato e obviamente não vai mudar.
OEEEE! To agitada! Muito agitada!
Preciso me acalmar. PRECISO.
Hoje fiz a feliz escolha de voltar para casa caminhando.
Durante a meia hora da tarde em que a chuva deu uma trégua, eu caminhei pra casa lentamente.
Logo no início alguns grandes pingos de chuva, eu contei 28 passos com a mão estendida a frente, sem que nenhum desses pingos atingissem-na. Até que ela parou de fato. Depois disso feito mágica, feito ying yang, uma parte do céu se fez clara, de sol e outra parte tomada por nuvens negras de tempestade, fez-se escura. Eu fiquei ali, meio abobada sorrindo para o céu parada no meio fio.
Rapidamente, a parte mais clara foi ficando cada vez mais clara, enquanto a escura fazia o inverso na mesma intensidade. Por ironia da vida, por coincidência ou seja lá por qual motivo, o meu rumo, o caminho que eu precisava seguir para chegar em casa era o da tempestade. Sem perceber de início, eu segui meu caminho, olhando sempre pra trás, ainda sorrindo para o sol que se atrevia atrás de mim.
Caminhei até em casa, e aqui do alto onde quase tudo se vê da cidade e do tempo, a paisagem ficou ainda mais bonita, ainda mais surreal aquela mistura, aquela harmonia perfeita entre opostos no mesmo céu de setembro.

domingo, 19 de setembro de 2010

Eu preciso mesmo dizer mais alguma coisa pra ti, sobre ti?
É desnecessário né? Desnecessário por que tudo e qualquer coisa que eu tive vontade de dizer eu disse, pra você. Diretamente para você.
Como quem não tem medo de dizer sempre a verdade, e nesse caso não tenho mesmo.
Nesse caso, não há nada que eu tema, mesmo que haja motivos reais para tal.
Você é o tipo de "coisa" que eu preciso viver, que preciso saber onde vai parar e como vai parar. A realidade, a razão me dizem todos os dias que isso não vai acabar bem ( e tu vai perguntar por que, já respondo dizendo que apenas sei), e que quem vai se estrepar nessa história sou eu. Mas sabe, eu sou da opinião de que alguns riscos são imprescindíveis de se viver. ;)
Eu sei, é estranho pra mim também. Eu também venho tentando entender esse novo comportamento, esse novo jeito de reagir as situações, a essa postura idosa.
Sério, eu também tenho tentado me entender e saber por que tomei rumos diferentes dos que era acostumada.
Eu estava acelerada, estava a 160km/h, nas curvas, estava pronta para dar de cara no próximo poste. Ai, do nada um susto, depois mais um. Dois chacoalhões pra me dizer; " Tu não é intocável, ninguém é." E eu parei, desacelerei. Vida social resumida a 5 pessoas, festas com mais 10 me sufocavam, trampo/faculdade/casa e só. Semanas assim, sem ver e nem fazer questão de ver muita gente, quem estava lá ao meu lado e quem aproximou-se de mim nesse meio tempo eram o suficiente.
Hoje, depois de algumas tentativas, frustradas, de voltar a ter a mesma vida social de antes (agitada e sem limites) eu sinto ainda não querer voltar, sinto-me bem assim, 'careta', chatinha e seletiva. Algo assim. E não sei quando vou voltar ao 'normal', não sei se quero voltar.
Entendam, eu ainda estou tentando entender.
6 vontades desmedidas

sábado, 18 de setembro de 2010

7 razões para não desistir
Eu não ouvi uma palavra se quer de reprovação. O que eu ouvi, e foi de suficiente efeito foi:

-Tu precisa saber que quando uma coisa começa do jeito errado, ela tende a não dar certo.
O.o

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

8 coisas que preciso te dizer ao pé do ouvido...
A vida não é um morango e você não está na Disney.
Ponha-se em seu lugar. Lugar esse bem longe do meu.
Obrigada.
Tenho visto, não sem revolta, algo que jamais permitirei que aconteça comigo. Algo que minha personalidade, meus pontos de vista, minha criação, meu amor próprio nunca deixarão que aconteça comigo. Por nada neste mundo eu deixarei de ter voz, de ter vontade própria. Por nada e por ninguém eu deixarei de ter minha individualidade. Eu.
Gabriela! *_*

Feliz aniversário coisa querida!

Tens sido importante pra mim, obrigada por todo o (des)entendimento.

;*

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

10 formas de dizer que me importo
Há muito eu não lhes conto histórias. Há muito eu não escrevo histórias.
A vida real tem preenchido todas minhas lacunas, a fantasia não se faz necessária por hora.
Mas ela voltará, lhes garanto. :)
E! Mais um membro pra família "Tomasi Souza Mairesse Foletto Paris Dutra Santos"!! \o/

Seja bem-vinda(o)! Aqui nós já te amamos.
=D
Parabéns meu Grêmio pelo teus 107 anos de história.

Estarei contigo e te amarei onde estiver.
(L)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

11 motivos pra não esquecer
Passei cada música sem ouvir se quer uma até o fim. Como se eu pudesse assim adiantar o tempo que me sobrava.
O ônibus não vinha, eu já estava atrasada. O frio apertou e eu vi o bonitão do outro lado da rua. :)
Um abraço apertado e ele seguiu seu rumo, eu continuei ali, esperando.
Mas esperando o que afinal? Por que não, não era o ônibus que eu esperava, o ônibus era só uma desculpa pra tanta ansiedade, pra toda ansiedade dos últimos dias. Vontade de arrancar o coração do peito com as mãos.
Tá estranho, não ruim. Tá diferente, não ruim.
Seja lá o que for acontecer, aconteça logo, por favor.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

12 formas de lembrar...
Por um emaranhado de motivos disformes e distorcidos, mas completamente possíveis, eu estou feliz. Estou de fato. E não se engane achando que nada dá errado nessa minha vida profana. Dá sim, e muito. Mas por dar errado é que aprendi a ser feliz com as mínimas coisas boas que acontecem.
Todo mundo tem a mania chata de reclamar da vida o tempo todo, e admito, também reclamo.
Mas se você não é, e eu não sou, a Preciosa do filme de mesmo nome, não reclame, sua vida é boa. Se você for, meus sentimentos.
Eu sonhei com a Rafa, e no sonho ela de forma alentadora (e anormal, diga-se de passagem) tocou meu ombro esquerdo e disse perto de meu ouvido:
- Vai ficar tudo bem Mari, amanhã eu tô chegando.

Saudades de ti Rafinha.

domingo, 12 de setembro de 2010

Mãe, pare de fazer adivinhações sobre minha vida. Obrigada.
xP
Eu não poderia querer estar em outro lugar. Nunca. A não ser ali, com você. Dadas as circunstâncias.
Seus pés inquietos, suas cócegas em estranhos lugares, a sua mão 'boba'.
O sussurro malicioso ao pé do ouvido que diz: "Eu sou a coisa errada que tu tá fazendo."
E é mesmo, e é.
É tudo surreal de mais pra não ser verdade.
O saber de ser quem se é, sem quem ninguém diga que é, mas mesmo assim todo mundo diz.
É encantamento, sem ser mais do que isso. E diga-se de passagem, totalmente compreensível.

Com toda a educação que me foi dada, retiro-me com descrição.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A possibilidade real de algo tão grande quanto minha própria bunda é assustadora, é tão excitante, tão maravilhosa.
Eu não sei, penso não merecer algo assim. Penso estar bêbada e não consigo pensar.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tudo ao contrário, mas não errado.
Extremos. Diferentes ao extremo, nas intenções, nas realidades, nas vidas, nos sentimentos, nas situações.
E eu? Eu estou aqui do mesmo jeito que fui 'deixada', babando de um lado e babando de outro lado. Litros.

Enfim, sinto-me feliz de mais para dizer-lhes qualquer coisa mais construtiva.
Felicidade de mais inspira certa burrice, certo alienamento.
Eu sinto causar dor, sinto mesmo. Mas este "sentir" é só o que você vai ter de quem já quis te dar tudo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Como quem nunca perdeu uma guerra, mas sim, já perdi várias.
Como quem nunca aprendeu nada com as guerras perdidas. Como quem não carrega no corpo, no peito todas as cicatrizes das feridas que sofreu. Como quem não tem na boca o amargor de todas as lágrimas que chorou. Como quem ignora o que grita o coração e dá espaço ao fervor de uma escultura em carne e osso.
De fato, e sem negar, as vezes ajo como se assim fosse, como se não existisse passado para me ensinar.
Agindo como quem não sabe a dor de ganhar uma batalha e depois perder a guerra.
E essa guerra vale a pena? Receio que não
Eu retiro o que disse sobre o sexo no dia do sexo. ;)

O dia depois do dia do sexo é o dia do cigarro. (?)

Sinto orgulho de mim mesma agora.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Por que não há fim irremediável, a não ser a morte, que de certa forma nem fim é.
Segue-se então do pressuposto de que tudo muda, mas nada tem fim de fato. Metamorfose o tempo todo, em todo lugar, em todo mundo.
Preparados ou não, é assim que é, e que sempre vai ser. Nada vai ser igual.
Feliz dia do sexo pra você, que como eu, não vai comemorar este dia fazendo sexo.
Purifique-se.
(sim, isso é uma indireta)
;)

sábado, 4 de setembro de 2010

10 meses.
Sim. Pra quem pouco teve de vida real durante muito tempo, 10 meses é tempo de mais.
E eu amo isso. Vida real.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Eu não sei o que você procura, mas não é aqui(neste blog) que você vai encontrar. Já experimentou tirar a armadura?

Continua.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um corpo nunca é teu corpo, mesmo que deste corpo você já tenha usado. Meu corpo é meu, o teu é teu.
O "nós" não existe, é ilusório. Individualidade, a cima de tudo. Ame-se antes, cuide-se antes, se queria bem antes. Ninguém é capaz de amar alguém sem antes amar a si próprio, cuidar de si próprio. Sem essa de que faria TUDO por alguém, sem essa de dizer que ela(e) é tudo pra você. O TUDO não pode te fazer mal, o TUDO é antes você.
Eu posso estar muito errada, mas amor não é de forma alguma posse, obsessão, negar a si próprio. Amor, pra mim, é complemento, entendimento, compreensão.
Eu amo um cara estranho. Um cara estranho de mais. Mas que por ser tão estranho, eu amo ainda mais.
Um Homem pra chamar de meu. Sim, meu. Por mais que eu o divida com algumas felizardas por ai.
Minha vida, meu piá, meu bagaceira, me parceiro, meu cúmplice, meu amigo.
Meu Jack (L)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Existe a infeliz possibilidade, de que por força divina (fazendo assim com que pague por todos meus pecados mundanos), os "nós" que não atei vida a fora, comecem a atar-se uns nos outros.
Quanto desgosto, quanta falta de sorte se assim for.
Falando ainda metaforicamente, e se as plantinhas que venho regando vagarosamente ao longo do tempo, as quais deixo tão sedentas, virem plantas carnívoras e passem a alimentar-se de sua jardineira, eu. (?)
( O feliz episódio da plantinha, das meninas rindo e todos correndo para sala)
O risco que preciso correr, o tipo de jogo que teimo em jogar, e que por hora, venho ganhando. E se?
Suspeito não haver nenhum tipo de amor sem que haja sofrimento real por este. Não existe bom, sem ter experimentado o ruim. Não existe opinião formada, sem fator comparativo.
Eu sei que gosto, por saber o que é NÃO gostar. Eu sei que quero, por que sei o que é NÃO querer.
Mas antes, eu preciso provar pra saber.