sábado, 31 de julho de 2010

Desculpas precisam ser bem dadas, mentiras bem contadas, verdades sempre ditas.
Detesto incompetência, de qualquer tipo.

Minha vida daria um filme, um filme interessante. Mas não quero compartilha-la na integra com vocês. :]
É sábado, vamos pra vida, vamos pra rua.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Botei a pequena mão de 16cm contra o sol forte e atípico daquele dia de julho, alias, domingo de julho. A mão ficou vermelha, quase como num raio x, era capaz de perceber a silhueta dos pequenos ossos de meus dedos. Senti o sangue pulsar entre as veias que percorriam minha mão, mais alguns segundos de atenção e ouvi o coração saltando no peito.
“Esse negócio ta me deixando maluca.” Pensei comigo, com o resto de sanidade que me restava. Os sentindo completamente alterados, visão, audição, tato, todos muito mais aguçados do que o normal. Aproveitá-los-ei na medida em que minha crescente agitação permitir.
Tirar a mão daquela posição inicial foi um sacrilégio, as cores todas tão bonitas, tão vibrantes, todas aquelas pessoas que não existiam que estavam a minha volta falando coisas as quais eu não podia entender. Aquele momento único e prazeroso precisava acabar. Sentei enfim. Pés descalços na grama quente. Algumas formigas fazendo coisas estranhas naquela grama. Cada tentativa de respirar era como um suspiro derradeiro. A pele dos braços arrepiada, os pelos dançando conforme do vento pedia. Eu queria entender, mas agora não dá. Agora eu preciso sentir cada centímetro do meu corpo sob efeito trabalhando para me manter viva.
Sim, eu estou viva. Mais um suspiro derradeiro, mais uma vez encho de ar meus pulmões jovens e sofredores e sinto tremer meu peito. Fecho os olhos, vento na cara, sol na nuca. Eu quero deitar na grama. Deitei. Eu quero dormir. Não posso.
Mas está tudo Ben, tudo muito Ben.
Esta difícil digitar, atoraram meus dedos fora, metaforicamente falando. Juntá-los-ei como fiz milhares de vezes antes e os darei a quem quer. :]
Whatever.
Não é a primeira vez que ouço (leio) esse tipo de coisa, e muito provavelmente, não será a última. Whatever again and again.
Eu não vou me explicar, não preciso me explicar, ainda mais pra alguém que já tem seus conceitos prontos e definidos sobre mim. Eu não preciso quebrar minha cabeça para tentar fazer entrar em uma cabeça dura e mimada algo que não faço questão de que entendam.
Botar fim em algo que não começou, é.
Eu não tenho a péssima mania de falar mal de pessoas via blog, eu gosto de falar ao vivo mesmo. Enfim, eu não tenho muito mais o que dizer, só quero mesmo desejar que você seja feliz. Eu sou, assim como sou.
E como eu já disse, whatever.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O inverno tinha passado, o sol brilhava forte e majestoso naquele céu de dezembro em uma quinta-feira sem compromissos. Ameaçou levantar do sofá duas vezes, nas duas foi interrompida por aquele grande e inconveniente gato cinza. Diziam ser um angorá, aliás, ele gostava de afirmar isso sempre lhes perguntavam; “É um angorá legitimo, puro e de pedigree.” Já ela se mostrava descrente quanto a isso, pensava que aquele monstro enorme não pertencia a nenhuma espécie definida, se quer um gato poderia ser. E era assim que o chamava, “Monstro”. Obviamente esse não era seu verdadeiro nome, o nome dado por seu então dono era Felipe, o que não fazia sentido já que Felipe significava: “Aquele que gosta de cavalos”. Difícil pensar em um gato gostando de cavalos.
Monstro permaneceu sentado sob seu ventre a encarando e ronronando baixinho.
“Sai monstro.” Ela ordenou. Ele se quer se mexeu e continuou a encará-la daquele jeito, com os olhos semi-cerrados. E pelo jeito parecia estar ali a muito tempo, pois começara a sentir dores abdominais causadas pelo peso de Monstro. Ele fazia isso, costumava observa-la enquanto ela dormia tranquilamente. Ficaram os dois encarando-se por um longo tempo enquanto o sol os banhava já bem no alto céu.
“Vamos monstro, vamos comer, vamos sair.” Ela sugeriu a ele, e como se ele entendesse o recado recebido, saiu de seu colo com um salto para o chão. Esse gato sempre fora o preferido dele, de todos, o preferido. E desde que aconteceu, Felipe, o Monstro não a deixava por nada, como quem quisesse consolá-la, como quem tinha recebido uma missão de não sair jamais de perto dela. E assim o fazia.
Fez tudo que normalmente fazia desde então, arrastava-se pela casa, da sala para o banheiro, depois para o quarto, pra depois ir à cozinha e finalmente voltar à sala. Monstro a acompanhava, hora a observando de longe, hora fazendo zig-zag entre suas pernas. Deu de comer a ele e engoliu um ou dois biscoitos, para depois voltar a sentar no sofá. Monstro sentou em cima da televisão desligada. Sempre que ele fazia isso, ela tinha a impressão de que a tevê ia se desmontar. Ela bocejou, ele também.
“Quero sair Monstro.” Ela avisou. Monstro parecendo querer demonstrar espanto com o que acabará de ouvir, parou repentinamente de lamber a pata esquerda e a encarou incrédulo. Ele havia ensino a Monstro como passear sem coleira ao seu lado, o que, pra ela era uma bizarrice sem tamanho, mas se tratando das manias dele, essa bizarrice não era a pior.
“Vem comigo?” Ela convidou. Ele nesse momento, entendendo o que ela queria dizer paralisou, para ele nada disso parecia ser real. Ela levantou do sofá, pegou a chave de cima da mesa de centro e se encaminhou para a porta, abriu-a e antes de sair gritou: “Vem Monstro!” Ele pulou de imediato de cima da televisão e saiu se esgueirando antes que a porta fechasse. Os dois param um ao lado do outro em frente a porta. O sol batendo no rosto dela e nos pêlos cinzas dele. E como se aquela saída, depois de meses, tivesse sido ensaiada pelos dois, eles saíram juntos rumo ao desconhecido das ruas de que eles aprenderam a gostar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Havia nela uma estranha sensação de 'querer estar ali'. Inexplicável sensação, diga-se de passagem. Por que todo aquele vento, todo aquele frio abafado de julho, faria qualquer um ir pra casa afundar em meio a cobertas e a programas sensasionalistas na televisão.
Mas não, hoje ela queria estar ali. Se emperdigou em um banco frio e cruzou os braços sob o peito. Das suas mãos pouco era capaz de sentir, o frio a impedia de tal, fez uma concha com elas e baforeou em seu vão na tentativa de aquece-las, e voltou a cruzar os braços. Ela sabia que não havia nada pelo que esperar, nem alguém a quem esperar, mas apenas queria e gostaria de esperar, como quem guarda toda a esperança do mundo dentro do peito.
A noite começou a cair formando um misto de cores quentes e frias no horizonte. O frio se intensificou a medida que o sol perdia sua influência sobre este lado da terra. Um ou dois cães passaram por ela naquele meio tempo. Sem muito interesse cheiraram o ar ao seu redor e continuaram sua tragetoria.
"E nem da compaixão dos cães me pareço merecedora hoje." Refletiu.
Um exagero, sempre exagerada. Sempre tentando encontrar meios de sentir pena de si mesma, mesmo sabendo que ninguém merece de fato este sentimento.
Levantou de súbito, a fome a incomodava, precisava comer. Pensou por um momento na lasanha de brócolis que ele fazia com tanto capricho toda quarta-feira ao meio dia. Daria qualquer coisa por um pedaço daquela lasanha.
Botou as mãos no bolso da calça jeans e começou a andar meio que sem rumo. Talvez passar naquele restaurante que iam aos sábados a noite? Talvez tomar um chá naquela cafeteria que iam nas sextas-feiras de chuva?
Não, não. Hoje é terça-feira, e nem está chovendo. E de qualquer forma não conseguiria entrar lá sem ele, sem sua mão grande e firme sob seu ombro, sem que ele abrisse gentilmente a porta para ela. Não, não seria capaz de abrir aquela porta sozinha.
" Que bobagem estou pensando! Eu posso fazer qualquer coisa sem ele!" Indignada com sua própria dependência. Mas algo lhe disse que na verdade não podia, não podia entrar naquele café por que a porta era pesada de mais para ser aberta por suas mãos, não podia ir até aquele restaurante sem as mãos ásperas dele envolvendo seus ombros, não conseguiria engolir uma só garfada de qualquer outra lasanha de brócolis a não ser a dele.
Pela primeira vez sentiu vontade de chorar, e trancou a vontade na garganta. Engoliu em seco balançando a cabeça. Era melhor ir pra casa, os gatos precisavam comer.
Virou a esquina e tomou o caminho de casa. O curto caminho até ela não pareceu aumentar, mas a dor sim pareceu aumentar. Sabia que não iria conseguir olhar para a poltrona vazia, sabia que não iria ouvir ele resmungando Jessé enquanto tomava banho e sabia que não haveria sapatos espalhados pelo chão do quarto. Sabia que de novo, não conseguiria dormir naquela cama enorme e acabaria caindo no sono no sofá da sala, rodeada pelos gatos, dele. Mas ela sabia a cima de qualquer coisa, que o que restara a ela depois de tudo eram apenas, aqueles malditos gatos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Então eu encontrei alguém que me faz puxar o fôlego do dedão do pé? Alguém que não questiona, que não implica, que não briga, alguém que quando tá junto só quer tá junto e o resto é resto. Alguém que não liga sempre, mas se importa toda hora. Alguém que não quer meu passado, não quer meu presente ou futuro, só me quer. Alguém que já aprendeu a me calar quando eu falo de mais. Alguém que sempre quer mais, que exige de mim o máximo que puder dar, quando puder dar. Alguém que consegue fazer apagar da minha mente qualquer coisa que não seja o "aqui e agora", mesmo que com artifícios não tão louváveis. O complicado finalmente se separou do perfeitinho então?
Ou não, ou você me dá algo a qual eu não estou acostumada a ter, mas sempre quis, mesmo inconscientemente? E agora que de certa forma é real, eu se quer sei como agir. Eu ligo? mando mensagem? vou atrás ou fico onde estou?
Você é uma incógnita pra mim, pra mim que normalmente sei o que fazer e como fazer. E não posso negar, esse é principal motivo pelo qual ainda estou a sua volta, eu preciso entender como você conseguiu me entender.

p.s. este não é um texto romântico.
Somos todos alienados. Alienados e sem coração.
Fazemos parte de uma geração fraca e sem propósito. Que só se preocupa em encher-se de piercings e adorar idolos que não dão motivos para serem adorados. Meus heróis morreram de overdose, já dizia Cazuza. Perdeu-se a garra, perdeu-se a motivação para lutar por algo que se quer. Nossos pais e avós iam as ruas exigir seus direitos, o máximo que fazemos hoje quando há algo de errado é "xingar muito no twitter". Deviamos sentir vergonha por hoje desmerecer todos os direitos que foram conquistados a suor e sangue no passado. Esse mesmo direito que você tem de "xingar muito no twitter" se chama "liberdade de expressão" e muitos tiveram que morrer para você usufruir dele.
Mas não, não entraremos no mérito ou não de algo. Passado é passado, fomos filhos de nosso tempo, filhos de uma geração extremamente capitalista e desumana, não há por que culpar-nos disso, nesse caso não há escolha.
O motivo da minha indignação não é o fato repugnante de não honrarmos quem nos antecedeu, minha indignação é pelo fato de não lutarmos como eles.
Temos em mãos ferramentas de comunicação de poder inimaginável, podemos falar o que queremos, fazer o que queremos, podemos! E mesmo sim, por algum motivo, ainda preferimos ficar em casa atualizando nossos orkuts, twitter, blogs, facebook, fotologs e afins, e nos enchendo de cultura inútil. E tudo bem ter tudo isso, eu os tenho também, o problema é SÓ fazer isso. Temos eleição esse ano, vocês sabem né? Vocês sabem em quem votar? Sabem por que votar nele(a)? Sabem o que eles pretendem para o pais em que vivem?
Eu arriscaria um "não". É muito mais fácil ficar com o rabo sentado na cadeira falando mal da vida, do mundo, do país, dos políticos. Eu sei, é muito mais fácil, é cômodo.
Fomos acostumados assim, tudo na hora, tudo na nossa mão, não há por que lutar, não há por quem lutar.
Quando estava no ensino médio, e isso me parece tão longe quanto os anos 20, o mundo me parecia pequeno e a política que nele se tinha eu queria, e pensava, podia controlar. Fui líder de turma e me envolvi em grêmios estudantis e todos os movimentos estudantis possíveis, eu queria mudar o que estava errado, eu queria participar, eu queria ter voz, queria fazer parte. E eu fiz, na medida do possível, eu fiz.
Hoje o mundo se abriu pra mim, eu não estou mais no colegial e o poder é conquistado de outras formas, se faz politicagem, não mais política, "troca de favores". Eu sei, eu vejo, eu trabalho lá, estou no meio e completamente envolvida em um emaranhado de ações corruptivas, por mais que não queira, por mais que repugne isso e sofra por tal.
Eu não espero mudar alguma coisa escrevendo isso, pra falar a verdade eu não espero mudar nada. Uma só andorinha não faz verão, não é isso que dizem? O que eu espero, e quero, é que ao menos tenhamos consciência do acontece ao nosso redor e que ao menos tenhamos o bom senso de levantar o rabo da cadeira e ir lá votar, fazendo pouco, mas ao menos fazendo.

domingo, 25 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eu tenho procurado nas pessoas alguma coisa que eu não sei bem o que é, alguma coisa que falta em mim.
Eu achei o melhor beijo, o melhor carinho, o melhor papo, o melhor sexo, a melhor companhia, mas nunca mais de uma caracteristica na mesma pessoa.
É sempre frustrante, é sempre desencorajador saber que não tem como encontrar algo que eu nem ao menos sei do que se trata. Desencorajador a busca por algo inexistente.
Talvez eu SÓ precise descobrir em mim, o que procuro nos outros. Tornaria tudo mais fácil, me daria um rumo ao menos, um caminho a seguir, um objetivo claro pelo qual lutar.
A procura cega cansa, desgasta, fere a mim e aos outros. Eu não tenho o direito de cobrar alguém por algo que eu não tenho a oferecer.
É talvez ninguém mesmo seja capaz de me parar. Só eu.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Faça do meu silêncio razão pra milhões de vozes gritarem em ti. Faça da minha distância caminhos alternativos pra chegar até você. Faça do meu adormecer motivo a mais para acordar comigo.
Mas não, não faça da minha calma seu desespero. Não faça da minha compreenssão motivo a mais para ludibriar a si mesmo. Não aqui.
Eu não sei se deveria falar, corro o risco de aflorar inveja nos demais.
Mas se tratando deles, todas e nenhuma palavra será o suficiente para descrever esse sentimento enorme.
Nunca existiu e não vai existir amor maior em minha vida. Amor só inclusive não explica, amor só é palavra, só é argumento não sentimento, não como esse que tenho por eles.
Eu acordo todos os dias da minha vida com a certeza absoluta que com eles posso contar e só por isso já tenho motivos o suficiente pra seguir. Eu conto nos dedos e na vezes que quase choro, os dias que faltam para ve-los. Eu sofro junto e sofrem comigo. Minha agonia da distância, minha certeza do reencontro, e quando há reencontro, não há mais mundo além daquele abraço apertado e sem fim. Um beijo no rosto, um sorriso sincero, o calor do corpo sem igual. O calor do corpo que não instiga desejo, instiga proteção, segurança.
Quando meu mundo cai, eu sinto, há 6 mãos que me reerguem, me levantam. Seis vozes com palavras de alento, seis amores, seis vidas, seis amigos sempre ao meu lado.
Quero seus braços em todos meus abraços. Quero meus amigos, quero meus irmãos, quero minhas razões aqui.
Eu amo e amo e amo e amo e amo e amo! E AMO vocês.
Feliz dia dos amigos a todos meus amigos verdadeiros. E eles sabem quem são.
Obrigada por tudo.
Amo vocês.
Por vezes minha impulsividade ultrapassa as barreiras da fala e acaba aqui, em palavras escritas (digitadas). A parte de que há como impedir que isso aconteça obviamente é ignorada, por que mesmo assim acabo clicando no "Publicar postagem". E mesmo que depois eu chegue a conclusão de que seria melhor ir lá e apagar a merda que acabei de escrever, algo como um 'orgulho pelo erro que se cometeu', me impede e eu estufo o peito e com certo prazer recebo as críticas, xingamentos e todas as outras consequencias do que falei.
É um erro, eu talvez não devesse. É um erro, talvez eu apenas devesse dizer tudo que quero. É um erro deixar de dizer.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tenho noção de que a qualidade da minha escrita e a forma com que disponho minhas idéias confusas decaiu de forma drástica. Peço-lhes desculpas e prometo melhorar. :]
Todos que leem este blog dizem a mesma coisa quando lhes pergunto o que acham dele.
"Eu nunca sei de quem você fala." ou "Eu nunca sei o que você realmente quer dizer"
É, talvez vocês estejam certos. Eu nunca sei o que quero dizer, mas é exatamente por isso que vocês voltam aqui para ler minhas bobagens, por que gostam de ser confundidos ou se sentirem confusos, o que é totalmente diferente.
Minha confusão os atrai, de certo modo.

Agora, sobre quem falo, isso já vai muito além da compreensão humana, na maioria das vezes nem eu sei de quem falo.
Eu suspeito porém que é sempre da mesma pessoa. Sempre, mesmo que mude. Criei em meu imaginário doentio e confuso, alguém que não existe, alguém que é a combinação de todos que por aqui passaram. Um Frankstein da minha cabeça.
Formado por cada pedaço errado de quem me teve, cada pedaço que sobre saiu em cada um.
Minha raiva, meu amor, tesão, carinho, asco, cuidado, desejo de todos em um só ser que simplesmente não existe.
Ás vezes quando quero xingar alguém em específico, Frankstein vem e faz tudo tornar proporçoes assustadoras. E idem quando falo de amor.
Isso demonstra meu péssimo hábito de exagerar em tudo e em todos. Intensidade, ela é um vício sem fim pra mim. (até rimou)
E também não é pra entender, não é pra entender.
Eu não te quero longe, não.
Mas eu sei que isso não é o melhor pra você. Sinto como se estivesse te fazendo tão mal quanto bem pra mim.
Complicado explicar.
Vá, faça o que tem que fazer e depois vemos. Depois.

domingo, 18 de julho de 2010

Aqui tudo é desafio.
Desde sair da cama em uma manhã gélida de inverno. Desde ir pra cama em uma madrugada quente de verão.
Quando se tem a faca e o queijo na mão, ou não se sabe cortar ou não se gosta de queijo. É. Eu queria o presunto da outra prateleira.
Desafio. Solta o queijo, caminha até a outra prateleira e disputa o presunto com o cara gordo que vem em disparada na sua contra mão. Maldito cara gordo, sempre pega as melhores peças de presunto. Eu deveria enfiar a faca em minha mão direita na sua barriga gorda, de maldito cara gordo. Mê dê este presunto de uma vez merda!
Desafio. Civilizadamente faço a volta, retomo o queijo em mãos e o como com certo amargor.
Desafio.
Eu preciso que alguém me pare, eu preciso que alguém me desacelere. Eu preciso de alguém corajoso o suficiente para me segurar pelas mãos e dizer que eu preciso parar agora, que esse é o momento, que este é o momento perfeito para me estabilizar, para passar as noites embaixo das cobertas quentinhas ao lado de alguém.
Mas receio, que a coragem lhes falta. Eu não culpo ninguém, não sou lá alguém fácil de se lidar.
O trabalho que precisa ser feito aqui é; redirecione meus hormonios para um único querer. Simples não?
Não. E não há garantias de que realmente funcione, deixar a dúvida no ar é algo que faço de muito bem.
Me diga se vale a pena, me mostre se vale a pena. Me bote no bolso e me aquiete lá, se você conseguir.
Eu tracei meus objetivos algumas semanas atrás e estou apenas a um "ok" para começa-los. Dessa vez infelizmente não depende só de mim.
Por eu ter traçado objetivos, os quais eu não faço questão de que todos saibam, tenho parecido relapsa, até desinteressada de certo modo com algumas coisas. Mas não, a questão não é essa.
No momento em que ouvir "Ok" a vida minha que se tem conhecimento, terá uma transformação radical e brusca, e eu preciso estar preparada para ela, eu estou preparada para ela.
Enfim, eu que não costumo dar muitas explicações, continuarei não dando. :]


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Alguém sempre vai voltar pra casa insatisfeito.
Alguém sempre vai dormir querendo um pouco mais.
Alguém sempre vai botar a cara no travesseiro e encharca-lo de lágrimas.
Alguém simplesmente não vai ter sono e de novo vai virar a noite pensando no que poderia ter sido diferente.
E esse alguém um dia pode ser eu e no outro pode ser você.

Me desculpem, dessa vez eu não vou dizer pra aproveitar a noite, dessa vez minha intenção não é essa. Dessa vez minha intenção é exatamente o contrário.

Quando vai valer a pena botar a cara pra fora de casa pra tomar uma bofetada da vida e voltar chorando meia hora depois?
Quando não é melhor ficar em casa de baixo das cobertas vendo a noite passar?
A madrugada é livre, é nela em que você pode ser você mesmo. Mas a madrugada também é cruel pra quem não sabe lidar com ela, e ninguém sabe. A madrugada desengana, e desenganar ás vezes dói muito mais do que continuar enganando. Entende?
E hoje? Hoje vale ficar em casa, quentinha, protegida de tudo e de todos. Hoje vale não arriscar saber o que se tem lá fora, hoje vale a incerteza do fracasso do que a certeza dele.

E hoje?
Hoje eu vou pra rua. ;)
Não me trate mais como uma qualquer, não me trate mais como uma criança mimada que sou. Não me trate.
Eu já sei o fazer e o que eu sei fazer não é lá o mais legal de se fazer, mas sem dúvida é o mais eficaz. Não venha com joguinhos, dos seus eu já ganhei todos. Não invente modas, não faça rodeios, não prometa o que não pode cumprir. Não brinque comigo como faz com os seus, aqui não funciona.
Os meus jogos, eu não perco, minhas promessas eu cumpro. Meus erros eu assumo.
Mas não, aqui não. Aqui é do meu jeito. Bom ou ruim, é do meu jeito.
Está muito frio. Não consigo pensar, não consigo pensar em nada.
Eu nao sei o que você pretende fazendo isso, mas com certeza este não é o caminho.

terça-feira, 13 de julho de 2010


Eu queria explicar, mas pra coisas como estas ai do lado, meu vocabulário ainda não tem palvras.
Bagaceras meus (L)
As vezes eu sinto alguém ao meu lado, um passo atrás de mim, com a mão em meu ombro esquerdo. (motivo pelo qual ele dói) Esse alguém aparece quando eu menos preciso e quando mais quero me apegar em algo.
Ele anda certas vezes a um passo a frente, como se quisesse decidir pra onde vamos, e quando isso acontece, eu sempre me vejo dando meia volta e tenho que me agarrar ao cara que sempre andou 2 passos além de mim.
E são três na verdade. Os dois últimos no seu devido lugar e o primeiro sempre na contra mão, sempre inquieto, sempre insatisfeito.
Controlar alguém assim tão forte, tão presente e tão querido, de certa forma, é mais difícil do que controlar o bicho inquieto dentro de mim, ele não foi feito para ser controlado. Nada aqui foi feito para ser controlado na verdade.
Eu te quero aqui do meu lado, só tire a mão do meu ombro, só mantenha distância regulamentar, só deixe os outros caras fazerem seu trabalho direito, o seu você já fez.

Passado, meu querido passado. Fique lá, no passado.

domingo, 11 de julho de 2010

Devolva minha sensatez. Devolva meu não querer. Devolva minhas noites de sono tranquilo. Devolva tudo que você levou de mim e pegue de volta a insegurança e a vontade de 'quero mais' que você deixou por aqui.
Eu não sei, eu sinceramente não sei.
Como é? 3 palavras...?
xP
Eu falei que a espanha ia ganhar, eu disse isso quando a copa começou e tem um post aqui que nao me deixa mentir. Háhá!

sábado, 10 de julho de 2010

Nos encaramos.
- Tu veio na minha vida pra me fazer feliz?
Eu balancei a cabeça em negativa.
- Eu vim pra te confundir.
- Mas já me faz feliz.
Sorri e voltei a enterrar a cabeça no travesseiro. Um carinho no cabelo, John Mayer tocando, fechei os olhos. Gosto tanto.

Post meu no hioscinaletal
Eu enterrei a cabeça no travesseiro bastante afoita, com os cabelos cobrindo parcialmente meu rosto e olhei pra ti sorrindo de canto.
- Oinn, tu parece o Justin Bieber!
-Ahh não! que merda é essa!?
- Sério. Parece sim.
Ganhei um beijo.

Agora nao me parece assim tão ruim parecer o Justin Bieber. xP

Da série: "Textos novos sobre coisas velhas"

- Olha pra mim. - Pedi.
Virou seu rosto em minha direção e me tirou o fôlego quando seus olhos encontraram os meus. Um final de tarde qualquer, os raios de sol fracos avançavam entre as frestas que as folhas das árvores deixavam.
- Pergunta o que quer perguntar de uma vez. - Eu disse decidida passando as costas de minha mão de leve por seu rosto.
- Eu não sei na verdade se devo perguntar. Ontem você me já deu a resposta sem saber.
- Então ontem foi tudo um teste?
- De certa forma sim.
- E eu passei então?
- Passou acho, felizmente. - Sorriu pra mim.
Me aproximei de seu rosto e fechei os olhos. Minha boca estava a milimetros da sua e eu inspirei procurando sentir todo aquele perfume que sempre me prendeu. Sorri.
O sofrimento alheio me parece tão mais doído do que meu próprio, entende?
Eu não entendo certas fraquezas, certas derrotas sem se quer começar a jogar. Não entendo.
Meus bons motivos para chorar foram tão bons, que até hoje encontrei poucos. Tão poucos quanto bons.
Dói, eu sei que dói ser deixado, dói ser esquecido, dói não ter uma chance, dói ser trocado. Mas isso não é tudo, a vida não se resume a isso, e assim, teu sofrimento não deve se resumir também. Chora-se por alguns momentos, por algumas horas, sofre-se por alguns dias, algumas semanas. Não uma vida inteira, não todas as lágrimas do mundo.
Perder alguém pra sempre dói muito mais, perder um amigo, alguém da família dói muito mais.
Eu gostaria sinceramente de ir lá e sacudir cada um que sofre desembestadamente por alguém. Talvez funciona-se.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tudo tão diferente, tão diferente um do outro. Eu tenho cicatrizes, fundas, você tem arranhões, eu tenho enciclopédias de historias pra contar sobre o que passei, você tem dois ou 3 capítulos pra escrever. Eu quebrei a cara incontáveis vezes, você correu pra saia da tua mãe. Eu tenho lábia, você sorri. Eu tenho malicia, você sorri. Eu tenho você, eu sorrio, você sorri.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Acordei meio sobre saltada, meio assustada, com frio. Mas que merda, sem cobertas de novo!
Meu celular tocou, esse foi o motivo do despertar. Uma mensagem. Sério que é você? Eu nem desconfiava! ¬¬
- Quem é? - Uma voz sonolenta surge ao meu lado.
- Advinha? - Desafio.
- Se eu não tivesse com muito sono, eu brigava.
- Isso. Dorme. - Eu acariciei de leve.
Sentei na cama.
Cadê minhas roupas? Por que são sempre as minhas roupas que são arremessadas pra longe?
Muito frio. Volto pra cama ou me visto?
Olhei pra minha companhia de costas pra mim, com cobertas até o pescoço. Me joguei por cima.
- Ai. - Reclamou. - Volta pra cama, tá frio.
Eu beijei seu pescoço. Não sabia se queria ou não ficar.
Se virou pra mim e me envolveu com seus braços.
- Humm. - Resmungou. - Tá inquieta ?
Assenti.
- Deita aqui. - Ordenou me puxando pra de baixo das cobertas.
Deitei.
- Talvez eu... -Hesitei.
-Talvez?
- Talvez eu queira dar uma volta, correr, andar. Sei la...
- Se tu ta agitada de mais a gente pode resolver isso aqui mesmo. - Provocando.
Sorri de leve.
- Não, não é isso. Só quero respirar, acho...
- Saquei. - Falou me soltando.
Levantei, botei minha roupa e me encaminhei para a porta sob seu olhar atento. Parei na soleira da porta.
- Vai ficar de cara? - Perguntei receosa.
- Quando eu fiquei de cara contigo? - Com a voz mansa.
- Eu volto, só preciso ir agora. - Disse sem jeito.
- Quando foi que não te deixei ir? Vai. Eu sei que tu volta, demora, mas tu volta. - Com a voz fraca, quase chorosa.
Sorri sem jeito por um último momento, me virei e ganhei o mundo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Eu tenho coisas pra dizer, mas o sono é maior.
Amanhã. Amanhã.
Eu lhe devo desculpas. Eu fui burra o suficiente pra não perceber que você não tem nada a ver com minhas crises, mas preciso ser humilde o suficiente pra lhe pedir desculpas. Então me desculpe pela grosseria e estupidez.

terça-feira, 6 de julho de 2010

É em mim que vai estourar, sou eu quem vão culpar, é pra mim que apontarão o dedo em censura. E por que não o outro lado, por que não uma vez só na vida eu não vou ser a parte certa da história?
Dei de ombros.

Eu trovei, eu seduzi, eu infernizei, eu conquistei, eu abandonei.

Neste meio tempo, a outra parte foi completamente manipulada por mim, não teve voz, não te vez, não teve vontade própria? Neste meio tempo a parte não pode dizer não, eu não deixei dizer não? Eu não permiti que me deixasse, eu não permiti que vivesse sem a minha intervenção?
Mesmo?
Se sim, me deem os parabéns, eu sou a maior manipuladora desse mundo.

Junte lá com tudo que só eu fiz, mais essas coisinhas;
Eu não menti, eu falei tudo, eu disse que não seria fácil, eu disse que não era capaz de amar alguém além de quem já amo agora, eu disse que não, que não dava.

A mais tempo do que posso ter consciencia eu venho tentando afastar de mim todos que queiram me tirar de onde estou. Então não me tirem, me deixem aqui.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Não me compliquem agora. Não me questionem demais, eu não saberei as respostas. Não peçam o que eu não poderei lhes dar. Agora não.

Eu preciso entender primeiro por que tomei estas decisões. Preciso saber primeiro por que resolvi isto, eu ainda não sei. Eu ainda não sei se eu resolvi, na verdade.
Só não me pressionem, só não procurem conclusões vindas de mim, eu não tenho nenhuma.
Peço-lhes que me abraçem quando lhes abraçar, peço pra me levantar quando eu cair de bebada e pra dançar comigo quando eu não quiser parar.
Mas não, não me peçam pra explicar. Não agora. Depois.
Mandei mensagem:
- Me liga.

Meia hora depois meu cel toca.

-Aconteceu alguma coisa?- Perguntou com tensão na voz.
- Eu to feliz cara! - Falei empolgada. - Queria te ouvir!
- Sipah chove hoje.
- Sério.
- Hum. E ta feliz por que? - Desconfiando. - Isso ai so pode ser golpe teu.
- Eu to feliz por que to. Tive um fim de semana bom pra caralho. Nossa! Tu não tem idéia de onde eu fui sexta! Muito foda! - Empolguei.
- Tenho medo de te perguntar Mariá. Tenho medo. - Sorriu. Eu sei que sorriu.
- Eu pedi por ti lá.
- Como assim pediu por mim? Que eu caisse na tua cabeça, que devia estar bebada e fora de si.
- Sem graça. Não, pedi pelo teu bem, pra ti ficar bem. Meu, me senti tão bem lá, tão na paz, tão calma e cheia de energia. Uma hora eu fechei os olhos e ergui a cabeça pro céu, senti o vento frio contra mim. Fiquei ali pedindo por todo mundo, agradecendo por tudo, por tudo de bom na minha vida, por todos da minha vida e pude sentir como se tivesse pessoas encostando suas mãos em meus ombros. Há muito tempo eu não me sentia tão bem.
- Meu...- Silencio. - Tu tava drogada ne?
- Não! - Eu protestei. - Eu to falando sério meu!
Um momentos de silêncio.
- Tu ta feliz mesmo né?
- To.
- Saudade de ti.
- Também.
- Quero um abraço.
- Quero dois. Brigada por ligar.
- Se eu pudesse ligava mais vezes.
- E por que não pode?
- Por que te manter próxima de mim torna a tua ausência aqui quase insuportável.
- ...
Não fala que ela vai brigar.
Não briga por que ela vai gritar.
Não grita que ela vai bater.
Não bate por que ela vai chorar.

Como se tudo comigo fosse ao extremo, não é.
Existem coisas intocáveis aqui, que ninguém precisa falar, que eu não vou comentar, mas dessas ninguem sabe e ninguem vai saber.
Mas eu não sou intocável, eu não quero parecer de pedra. Eu não sou.

domingo, 4 de julho de 2010

Eu não preciso mais falar aquilo que nunca soube esconder.
Ineficiência.

Exercício de paciência, dolorido e penoso, mas em todo caso vale a pena. Se tiro disso algum aprendizado sempre vale a pena e tenho tirado, a cada dia. A cada dia em que deito a cabeça no travesseiro e durmo sabendo que fiz tudo que pude. Para os dias em que falho, preciso trabalhar em dobro no próximo. É sempre assim.

Eu não esqueci, eu não deixei de querer, de sentir. Eu apenas decidi que se ia ser assim, eu continuaria a viver minha vida sem isso. E tenho me saido bem.
Eu tenho outros motivos para os quais viver, outros motivos mais importantes até.

Essencial sim, tudo não.

Aprendi.
O caminho até você eu conheço de cór.
Seria maldade minha dizer que não me importo? Seria feio da minha parte declarar que tanto faz, só preciso que pare de falar, eu não quero mais ouvir tudo que já to mais do que cansada de saber. Então, pedir; "por favor chega disso!" não é demais?

Sinceramente eu acho que não.
Sinto-me sufocada. Alguém adentrou meu espaço sem permissão, alguém quer ocupar o lugar de outro alguém. Ai, já é demais.
Eu nunca lidei bem com o "encoleiramento", então imagina ele sendo sem conscentimento?!
Agonia.

Eu estou bem assim, estou feliz, sou feliz com tudo que sou e possuo. Por hora é só, e eu espero que todos entendam.

O lugar vazio ao meu lado ainda tem dono e enquanto o dono não quiser tomar posse, ele continuará vazio. E só.
O post ali de baixo é mentira. Eu nao dormi, ate tentei, mas nao consegui.

14:06
8:23

Os últimos numeros que vi antes de dormir, depois de uma noite e amanha trabalhosas mas bem divertidas.
Uma junção como qualquer outra, as nossas junções.

Uma bebida, duas bebidas, 235235 bebidas. Sempre acontece.
E depois de tudo isso, aquilo.
Eu não deveria me surpreender? Eu não me surpreendo, convivo com isso tão bem quanto cães e gatos entre si.
Acostumei. Esta é a palavra certa.

O escondido se revela, o silêncio ganha voz, o óbvio se torna claro. É sempre assim, ninguem pode se esconder da noite, ninguem pode se esconder depois de uns goles a mais.
Noite+bebida=verdade
Nada mais justo, é sempre assim.

Um cheiro mais do que conhecido na minha roupa.

sábado, 3 de julho de 2010

A noite foi perfeita, com as companhias perfeitas, nos lugares perfeitos, com a vibe perfeita.
Mas um toque, 10 segundos disseram tudo que uma vida inteira não seria capaz de explicar.
Tudo isso vale a pena, a vida vale a pena, com todos seus percalços.

Amanha eu explico ou tento.