segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sempre digo, e sempre direi, que as surpresas mais loucas acontecem nos dias mais normais. Um sábado normal, beber, rir, conversar, conhecer gente nova, fumar um narguilé. Normal, legal, divertido.
Mas não, normal não. Não este sábado. Este sábado teve um Q a mais, um tempero, um clima diferente. Eu tinha dos meus ali apenas 4 e ao redor um mar de gente desconhecida, senti-me de inicio como se estivesse recuada, tímida até, eu me cerquei dos meus, um a cada lado, um abraço, um carinho pra me sentir acolhida, segura. Nesse meio tempo, de respostas curtas e tiradas meio sem graça, me vi observando um por um, como sempre faço, me vi tirando conclusões precipitadas e cheias de preconceito. E nem é por mal, é mania, como se precisasse olhar cada desconhecido ali e absorver deles algum gesto, algum tique, alguma coisa pessoal e transferível.
Os momentos que se seguiram depois da reclusão foram de alivio, em certos pontos eu estava errada, completamente errada (não contem a ninguém), acabando com pré – conceitos recém adquiridos, eu já me via maravilhada com quem antes se quer dei importância. Surpreendi-me, e desta vez as boas surpresas foram muitos maiores do que as expectativas decepcionantes. Abri um sorriso gigante, de orelha a orelha, não importava o que pudesse acontecer dali em diante, eu me senti em casa, estávamos entre iguais no fim das contas.
O playboy marrento, na verdade é um metaleiro gente boa, a mina toda antipática, na verdade só é um pouco tímida, o cara engraçado é realmente engraçado e a minazinha toda atirada na verdade namora e é realmente apaixonada.
Eu já tinha tido tudo que queria para a noite, tudo que havia planejado ter. Objetivo alcançado enfim. Mas você, ser humano pensante sabe bem que,( há não ser que você seja tão ambicioso quanto um pé de mesa, claro) no momento em que concretizamos um desejo milhões de outros tomam seu lugar. Nunca estamos satisfeitos! Ainda bem! E concretizei, um objetivo após o outro, coisas bobas, mas que de momento me faziam sentir assim, (inflei o peito) bem, muito bem!
Até que aconteceu. A porta se abriu e junto com a corrente de vento frio, veio de fora o que se tornaria por hora a minha obsessão e bem sei o que acontece quando tenho uma, não sossego até conseguir. Eu congelei sem sentir frio, eu segurei pra não babar e me juntei a massa que gritava ensandecida. É, eu não era a única ali que queria. Tudo bem, estou acostumada a concorrência, ela me estimula, revigora, e além do mais exclusividade ta fora de moda hoje em dia. Eu não soube mais não olhar, sob leve efeito do álcool, eu não soube mais disfarçar que pretendia ter novamente o que já tive e sim, era recíproco. Sem ação, sem coragem, eu cochichei para meu anjo, meu faz tudo, meu apoio, minha alegria, minha preocupação e cuidado maior: “Eu quero” e ele me respondeu de imediato: “Eu consigo”. Menos de dois minutos depois estava tudo resolvido, só faltava à oportunidade, e como vocês bem sabem nos fazemos a oportunidade, não ela nos faz, com a ajuda do Jack, claro. ;)
Aquele fora meu momento de êxtase, o melhor de todos os ótimos momentos vividos aquela noite. Naquele canto que pretendia ser discreto, mas não tinha real preocupação em ser, eu senti de novo, e agora com mais calma,com mais cuidado, com maior intensidade o gosto, o cheiro, e por deus! Como é bom. [babei]
Fica fica, não vai. Mais um beijo, só mais um!
Chega! Deu! Não pode, não pode! Obsessão vencida.
Ufa!

Ah! E por fim, precisei desiludir um coração cheio de esperanças, dizendo:
“ Sério véi. Desencana. Trabalha isso dentro de ti, não vai ser como tu ta pensando.”
É meu amigo, não vai mesmo. :]

De resto, imaginem, ou não. É necessário muita criatividade, muita, pra imaginar aquele sábado a noite.
Feliz noite dos solteiros!

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