segunda-feira, 31 de maio de 2010

Botei minha mão contra o sol morno da manhã.
- Eu já devia estar em casa e não aqui passando frio.
Droga. Devia ter acordado mais cedo, mas o sono me impediu, mal pude abrir os olhos quando tentei fazê-lo da primeira vez essa manhã.
E agora, por mais que tenho o feito com sucesso, ainda é difícil olhar pra fora sem os óculos escuros.
A idade começa a fazer diferença.
Quando olhei no espelho hoje cedo, minha olheiras pareciam mais profundas do que a meio ano atrás, e minhas cicatrizes mais destacadas do que a meio ano atrás.
Dores nas costas, nos ombros.
Eu pareço uma velha pra certas coisas, apesar de ter todo fôlego pra outras. Alias, nem sabia que tinha todo aquele fôlego.
Whatever.
O que importa realmente é que estou cansada, com sono, dor de cabeça e uma estranha sensação de estar certa.
Merda de ônibus que não chega nunca, vou babar aqui daqui a pouco.
As pessoas sempre me surpreendem.
E olha que depois de tantas surpresas, eu aprendi a esperar tudo, de todo mundo. Tudo mesmo. Mas normal, é o que as torna interessante. Interessante de mais até.
SUPER INTERESSANTE! ¬¬

Tá, voces já devem ter entendido.

Mas enfim, continuem interessantes e façam a vida valer a pena. o/
Existe uma tênue diferença entre meninas e mulheres, uma tênue e abençoada diferença.
Meninas acham que são capazes de vencer essa diferença, com decotes generosos, gestos exagerados, poses sensuais forçadas.
Mulheres não percebem que já a venceram, elas chamam atenção apenas por estarem ali, com decote ou não. É forte, sem ser forçado, é intimidador mesmo sem querer.

Não há quem não trema diante de uma mulher de verdade, mulheres ou homens, com os mais diversos objetivos, por mais puros que sejam, sempre tremerão diante de uma mulher.
Meninas chamam atenção, mas por um motivo diferente. Chamam atençao de quem olha antes nos teus peitos do que nos seus olhos.

A grande diferença.
Amém.

domingo, 30 de maio de 2010

Minhas pequenas felicidades, cabem em pequenos espaços de tempo, tão pequenos que quase imperceptíveis.
Quando eu menos esperei estava sorrindo de orelha a orelha.

Domingo é dia de ver filme, nao de escrever.
Fiquem bem todos.

(L)

sábado, 29 de maio de 2010

Muitas coisas pra fazer.
O dia está e vai continuar agitado.
Agora vo me arruma, antes que a mãe e a tia me espanquem.
bom fim de semana ae.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sentada sozinha na sala vazia, só se ouvia alguns barulhos distantes e meus dedos pressionando as teclas. Foi aí que senti alguém sentando ao meu lado.
- Ahhh não hoje não! - Pensei.
- Hoje sim. - Me respondeu
- Sério. Eu não quero exame de consciencia Mariá. - Protestei.
- Sim. Vai ser hoje mesmo Mariá. - Ela foi firme.
Droga, odeio conversas esclarecedoras com meu alter ego.
Continuei digitando sem dar muito atenção.
-Eu tô falando contigo Mariá! - Fechou o note.
- Olha pra mim. - Olhei.
- Tu quer isso?
- Não sei ainda. Preciso... - Suspirei. - Preciso pensar sobre isso direito. Assim. - Agitei as mãos no ar. - Sei lá!
- Foi o que pensei.
-Não vem se achar a sensata aqui ta? - Protestei firme.
- Ta ok. Eu tenho sido relapsa contigo. Tenho te deixado na mão, eu sei. Eu sei e peço desculpas. - É. Onde você esteve nos últimos 3 meses? Eu precisei de ti e tu não tava aqui. - Reclamei.
- Você se virou bem sem mim. Esteve firme, centrada, consciente, mais responsável até. Quase não nos reconhecemos. Assim, tirando a parte da fase de poucas festas, que não gostei muito, até tive orgulho de ti.
- Pois é. Brigada. Eu estive me superando nos últimos tempos.
Pausa.
- Eu só não consigo entender direito, o por que dessa crise ae. Essa...Essa coisa estranha que tu ta maquinando na cabeça e no coração! Como se tu pudesse controlar isso tudo.
- Eu sei que não posso e também não quero. As coisas que estão estranhas pra mim. As pessoas estão estranhas. ¬¬
- Tá todo mundo dando opinião de mais. Não vou.
- Eu não ouço.
- Eu sei, mas mesmo assim não ouve.
¬¬

Sorrimos uma para outra.
- Nós sempre vamos fazer o que quisermos né Mariá? Independente de qualquer um.
- É, sempre vamos fazer como quisermos Mariázinha, sempre.

:)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eu mal consigo te olhar nos olhos, eles me trazem uma espécie de culpa antecipada, sabe? Como se fosse certo que eu vá te decepcionar, machucar.
Eu não consigo encarar a inocência que transborda de teus olhos, eu não consigo!
Eu sinto como se fosse capaz de te roubar um pouco dela cada vez que te tenho ao meu lado. Uma intensa briga interna então se inicia; "Eu quero ir, eu quero ficar, eu quero ir, eu quero ficar."
E agora?
Eu fico. Eu fico e a cada segundo em que estou sorrindo com tua presença, eu ao mesmo tempo peço que nem por um momento você veja tudo que eu já vi, que você jamais faça tudo que já fiz, que você nunca passe por tudo que já passei, que você de forma alguma precise ouvir e falar tudo que já ouvi e me obriguei a dizer.
Tudo me parece tão frágil em você, por que terminar com isso? Tudo respeitando um equilibrio sobre-humano, um equilibrio que acaba com a menor das intervenções. Eu não quero ser uma intervenção, ao mesmo tempo em que quero.
Meus anos a mais agora pesam de alguma forma, quer dizer, hoje eu não sorrio apenas por sorrir, eu sorrio por que cheguei até aqui viva, sóbria, sã, por que depois de tudo ainda tenho a oportunidade de encontrar pessoas como você que me fazem sorrir.
A muito tempo eu não sabia, a muitos anos que eu não sabia, o que era olhar no olho de alguém, mesmo que por alguns segundos e ver tanta pureza.
Não quero tocar pra não sujar, pra não desvirtuar.

Eu vou lavar minhas mãos do meu passado antes de te tocar, eu vou tirar dos meus abraços todos os meus erros antes de dá-los a você.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Quem ae quer trocar presente de dia dos namorados comigo?
- Essa baixinha vai longe. - Analisou olhando pra mim.
- Claro que vou. Tu não sabe onde eu moro em?! - Debochei.
- Tu sabe do que eu to falando. - Ele riu.

Elogio de chefe. Orgulho.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eu pensei por 2 segundos sobre como seria tudo isso, se eu não tivesse feito essa escolha. Como seria?
Por 2 segundos eu não fui capaz de pensar em nada, em nada. Eu poderia continuar mais além daqueles 2 segundos e quem sabe entraria em alfa, meditação profunda, sem nada na cabeça. Mas o vazio me fez mal. Não ter memórias apartir daquele momento me parece mais sensato e gostoso do que teria sido se tivesse continuado. Eu não me arrependo, de forma alguma.
Não posso me arrepender de uma coisa que eu quis fazer, mesmo que por um momento que seja.
A vida agora é tão boa, tão fora dos planos, mas tão boa sabe? Eu tenho sorte.
Feliz dia do café! xD
Eu já desconfiava antes, mas depois de sexta-feira o que era só desconfiança se confirmou. E preciso confessar que não foi supresa nenhuma.
Todos que estão a minha volta teem um sério retardo mental, sério.
As pessoas não teem noção vei! NÃO TEEM NOÇÃO!
Mas eu A-DO-RO! xD
Eu deveria te ligar, deveria mandar uma mensagem? Deveria? Deveria deixar claro pra ti que gostei de estar contigo, de ficar contigo, de te ter do meu lado, das tuas patadas, da tua “simpatia” que quase se iguala a minha? Falar sobre como eu gosto do teu beijo? Eu gosto e deveria dizer. Deveria dizer que gosto quando tu vens me pedir desculpas depois de alguma grosseria? Da tua cara que diz “Pára Mariá.” quando meu deboche passa dos limites? Não é nada, mas eu penso que deveria dizer. Eu disse, de alguma forma eu disse. Não, eu não disse, eu demonstrei. :]

sábado, 22 de maio de 2010

To na casa da 02 tomando vinho com o piazedo. :)

FELIZ ANIVERSARIO GABI KROTH TANANANA!!!!

Viva a boa ortografia!!! \o/

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Eu tenho a melhor família do mundo.
Eu tenho os melhores amigos do mundo.

Eu tenho fé, eu tenho saúde, eu tenho alegria, eu tenho esperança.
Aqui, aqui ao meu redor, nada vai dar errado. Nada.

Vem comigo?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tenho tanta coisa pra fazer, meu deus! MUITOS trabalhos pra fazer, muitos mesmos! Tantos que boa parte deles eu nem sei do que se trata. Mas tudo bem, podia ser pior, eu podia ser burra.

Mas enfim, vocês não estão aqui para ler sobre minhas mazelas ou estão? ¬¬

Da série: "Textos novos sobre coisas velhas"

- Eu te amo.
- Eu também te amo.
Juntamos nossas mãos, apertando forte.
Eu tive a plena certeza, pela primeira e talvez única vez na vida, de que aquilo era amor. Quer dizer, só podia ser. Meu coração sabia que era.
Eu queria um beijo, queria um abraço apertado, daqueles que são tão apertados que os corpos chegam a se misturar. Mas não, eu só podia ficar ali segurando a tua mão tão forte quanto eu fosse capaz de fazê-lo.
Depois de algum de tempo de certa vergonha mútua por teremos nos revelado, nos declarado, eu enfim consegui te olhar e fui correspondida. Nos olhamos, nos encaramos. Eu pude, em uma fração de segundos adentrar-te apenas com os olhos, entrei e vi tudo que queria ver, e tudo era tão lindo, tão inocente, tão verdadeiro. Era o lugar onde eu sempre quis estar, e agora que estava, tudo aquilo me pertencia de certa forma. Eu te pertencia, e isso já não era segredo pra nenhuma das partes.
De algum modo, o qual nunca vou descobrir, eu era capaz de amar alguem que se quer havia tocado, beijado. De um jeito que nunca mais vai se repetir, eu senti que estar ali de mãos dadas com você, era o momento mais intimo que já tive com alguem.
Eu simplesmente te amava e isso era tudo. O depois fica pra depois.
escrever alguma coisa no meu blog.

oi?

terça-feira, 18 de maio de 2010

O que se viveu? O que se deixou de viver?

Responda.
Viajei viajei!
Na minha frente com o cigarro apagado em mãos, com cara de quem dizia "acende pra mim?"
Mariá aciona o tico e teco 36375 anos depois. Assustei-me.
Eu não fumo!!!! AHH!!!
Mais alguns segundos de suspense, indecisão, dúvida.
Mas eu tenho um isqueiro! ;)
Levei a mão desajeitada ao bolso do casaco e por momentos que pareceram um século, procurei pelo avil. Achei!
Mais alguns segundos até achar o lado certo, acender e acertar a ponta do cigarro.
Cigarro acesso, missão cumprida.
Nos encaramos, eu hesitei, balancei. Mais alguns segundos e só vi fumaça.
Droga!!!
Se instala aqui, nesta pessoa que vos escreve, uma nova perspectiva, talvez até um novo conceito, um novo padrão , bem diferente do anterior.
Eu que seguia, cegamente, atraída tão somente pelos atributos físicos ostentados pelas pessoas, atraída apenas pelo bom corpo e cara que a genética lhes proporcionou e que me era oferecido, e eu tinha e mostrava a todos como um troféu da beleza inútil. Futilidade.
Hoje, depois de alguns sinais óbvios, percebi sentir-me forte e inevitavelmente atraída, instigada pelo que sai da boca das pessoas, pelo que elas têm a me dizer e o que eu sinto quando dizem. Inteligência sim meus caros, não é apenas afrodisíaco, é essencial, é vital, é imprescindível pra mim em alguém com quem eu queira estar, por algumas horas que seja. Por que eu prefiro conversar, rir, conhecer com quem estou, do que só beijar, do que estar lá por estar, do que ter alguém lindo por fora e cheio de nada na cabeça. Burrice.
Descobri enfim, que beleza é acompanhamento, não prato principal.
Antes tarde do que nunca.
Vem vem! Venham fazer uma feia feliz! :D:D

domingo, 16 de maio de 2010

Dois pila pra quem me trouxer uma coca! Meudeus, como eu queria uma coca nessa hora, e só tem água e ja tomei 8987 copos e vo continua tomando.
Santa Maria fica fica linda sob esse nevoeiro/chuva fina, quase da pra ver beleza em meio aos prédios cinzas.
Ahh! Minha cabeça doi, minha nossa!
Preciso de um casaco ta frio aqui , cade o meu?
Completamente desacostumada com apartamentos! Tinha alguém ao longe me vendo sambar de cuecas pelo ape e só agora eu vi. Merde!
Santa ressaca!
Tenho sono, vo lá encher o saco da juli pisando em cima dela pra deitar na minha cama.
Tem uma garrafa de amarula me olhando, e eu já falei pra ela que agora não, agora não dá, depois a gente conversa, assim que meu fígado parar de ferver.

P.s. Eu não to bebada.

sábado, 15 de maio de 2010

Eu ia postar, mas agora me chamaram pra fazer algo mais importante.

Viva a erva daninha! Viva o Kinder Ovo! \o/
Vim pra SM resolver assuntos pendentes e arrumar mais alguns pra não resolver. ;)

Amém

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Da série: "Olha o que eu achei nos meus blogs/cadernos velhos!"

- Desgraçada! Mau carater! Filha da puta!! :@:@
- Oh! Não mete a dona Monica nisso! - Eu censurei, desviando a cabeça de um chinelo que tinha como endereço a minha testa.
- Que raiva que eu tenho de ti guria! Eu quero te esgana! Te mata a pau!!! - Esbravejou
- Mata, mata a pau! Eu tambem acho que tu devia me mata a pau! - Debochei.
- Urghhhhh!!!! - Se contorceu de raiva e jogou outro chinelo em minha direção.
- Vem, vem cá me dar um abraço. - Intimei de braços abertos, pra logo depois fecha-los em volta dele.


Sim, eu sempre faço alterações.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Da série: "Olha o que eu achei nos meus blogs/cadernos velhos!"


- Sabe Mariá, que bom que tu conseguiu superar esse momento de forma madura, sem resentimentos ou vontade de vingança.

- É, eu acho que consegui mesmo. - Pausa. - Eu preciso ir la ficar com alguém na frente dele!!

terça-feira, 11 de maio de 2010

E o post anterior eu fiz ouvindo essa música ae;

Muito mais além - Etna

:DDD
Eu to feliz cara, eu sou feliz. Muito feliz.
E eu não tenho um motivo gigante pra estar feliz, mas tenho milhões de pequenos motivos pra não ser triste.
Eu tenho uma família fantástica, amigos perfeitos, um trampo tranquilo, uma faculadade pra estudar, eu tenho a vida toda pra viver, o tempo todo do mundo pra me decidir, as festas todas pra enlouquecer, as bebidas todas pra beber. Eu me permito, eu me permito tudo, eu vivo tudo que sinto, tudo que consigo. Deve ser esse o motivo de uma felicidade descabida, de eu ser uma abobalhada que não para de sorrir, de fazer graça. (:
EU ME PERMITO viver tudo que posso, tudo que me é dado a oportunidade de viver. Eu vou rir e chorar quando quiser, por que eu choro e não tenho vergonha disso, eu sou de carne e osso também.

Os milhares de trabalhos de faculdade? Eu dou um jeito de fazer, sempre dou.
Uma vida amorosa que parece piada do Zorra Total? Eu riu junto, se é uma piada, vamos rir!

Vamos viver enquanto ainda há tempo, vamos sorrir enquanto há tempo! o/
As vezes eu pareço critica de mais com nosso pais, nossos políticos, nosso povo? É por que eu realmente sou.
Esperem eu começar a falar de religião. ;)
Eu não me importei com o frio, com o piso gelado em que estava sentada, com o vento chato, eu só pedi com todas as minhas forças pra que o onibus não viesse, para que eu não tivesse que sair dali e acabar com toda aquela magia.
Não foi nada de mais, mas foi um momento bom. Os sorrisinhos, as descobertas sobre ambas as vidas, a conversa despretenciosa, tudo tão bom.
Há muito tempo eu não me permitia um momento tão adolescente, tão inocente de certa forma.

A vida é boa nos seus pequenos momentos, sempre soube.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

“Eu, sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor!”
Por que só cantamos e ouvimos cantar a frase a cima de 4 em 4 anos?
O brasileiro tem a cultura, não merecedora de orgulho, de só ser patriota em época de copa do mundo de futebol.
Me parece, e sei que não só a mim, que os 4 anos que separam uma competição da outra é tida como espaço para se envergonhar, criticar e renegar o pais em que se nasceu, como se a única coisa boa que pudesse sair desse território fossem jogadores de futebol e mulheres gostosas. É-me claro e causa de revolta que nos contentamos em ver apenas dribles, gols, peitos e bundas. Batemos no peito e gritamos nosso patriotismo apenas quando a força física obtêm êxito em enviar uma bola arco a dentro e quando um peito brasileiro é eleito o mais bonito do mundo. Eu queria estar enganada. Mas não estou.
A velha, e devo admitir, eficiente, política do ‘Pão e circo’ ainda nos é dada e aceitamos de bom grado, afinal, quem não gosta de ganhar ‘bolsa família’ e assistir seu futebolzinho no fim de semana? Todo mundo, inclusive eu, tirando o ‘bolsa família’. Até por que é ano de eleição presidencial também (alguém lembra? fora os políticos interessados em comer do grande bolo de corrupção) e entreter o povo com falso patriotismo e euforia causadora de cegueira popular nunca é de mais, nunca é. Ora caros leitores, tirem suas fardas amarelas do armário, tapem bem seus olhos e ouvidos e saiam as ruas gritando o quanto amam seu pais, ou seria sua seleção de futebol multimilionária que não lhes dá nada além de problemas cardíacos e alegria instantânea? Eu vou de segunda opção.
Assim, depois de julho, quando conhecermos a seleção campeã (esperando que seja a brasileira), podemos botar as fardas amarelas de volta no armário, tirar da cara o sorriso de satisfação e voltar a falar mal do pais em que vivemos, dos políticos que temos, pra depois reelegê-los sem se quer saber quem são realmente, o que pretendem para nosso futuro.
Quem se importa? 2014 a copa é aqui, a festa é aqui, a palhaçada é aqui, como sempre foi, como é todo o ano.
O brasileiro não se leva a serio, não vê, ou se nega a tal, que tem potencial e força inimaginável diante dos problemas que nos afetam, ele só precisa querer vestir a ‘amarelinha’ todos os dias da sua vida e bater no peito exaltando de onde é sempre que lhes afrontarem contra sua dignidade, contra seus direitos, contra o que é certo. Usemos essa força imensa e orgulho para algo que realmente nos seja útil.
Quando se perde a inocência? Em que momento da vida, alguém descobre que não é mais o mesmo, que tudo esta completamente diferente do que era antes? Os desejos mudaram, as vontades, os pensamentos. Nunca sabemos até que de fato tenha ocorrido, e quando acontece é como um choque, você não pertence mais a si mesmo, mundo está em você e você agora é do mundo.
- Eu nao sei o que fazer!
- Tudo bem, eu também não sabia, mas agora tá tudo bem.
- É diferente.
- Não é, correr atras do que se quer, do que se é. Isso não é diferente pra ninguem.

O medo, é ele quem sempre nos ronda, é ele que nos paralisa, congela o mais valente dos humanos.

-Eu tenho medo.
-Eu tambem tenho, ele esta aqui do meu lado agora. O que acontece é que aprendi a controla-lo e não o contrário.
- Ela tem medo né, por isso não esta contigo?
- É o que parece. Mas as vezes, nada é o que parece.

sábado, 8 de maio de 2010

Alguém lembra daquele filme do gasparzinho, que tinha os fantasmas com "assuntos não resolvidos"? Não lembro direito da expressão usada, mas era essa a idéia; eles não podiam ir para o céu(ou inferno) se tivessem algum assunto pendente na terra, dae ficavam vagando como fantasmas aqui.A idéia é essa, claro que não falando de morte, mas falando do que ficou mal resolvido, de alguma coisa que não teve seu fim devido.Um amor que não acabou direito, uma briga mal resolvida, uma amizade que nenhuma das partes sabe por que acabou. Todas essas coisas que nos fazem pensar que podia ter sido diferente de alguma forma, e que nos dá aquele aperto incomodo no peito. Esse tipo de coisa que nos faz viver como fantasmas pela terra, tentando resolver coisas que não teem mais solução, por que é passado, por que mesmo se você voltar atrás tentando consertar, nada mais será como antes. Nada mais.
Tentando não deixar pontas sem nó, histórias sem fim.
Fim.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Minha insegurança ali escancarada.
Te ver é sempre tenso, por mais adversa que seja a situação, estar no mesmo lugar que você é sempre incomodo, por mais que eu queira muito estar, é incomodo. É incomodo o jeito que tu sempre procura meu olhar, o jeito que tu fala pra mim sempre que vai falar, como tu sempre ta olhando pra mim até quando eu não estou olhando pra ti. É tão escancarado pra mim que você sempre procura estar do meu lado, sentar do meu lado, como se quisesse por alguns segundos preciosos sentir-me do teu lado, encostar sem querer meu braço no teu, minha perna na minha, minha mão na tua. E é sem querer, mas torcemos por isso mais do que tudo, como um grande troféu no final do dia cansado, estranho e atípico.
As vezes, por muitas vezes, eu preferia não te ver, não estar contigo nem por um minuto que seja. Deixar as coisas como estão, pra não botar mais lenha, ainda, na fogueira.
Acho graça, sempre acho graça por não conseguir lembrar do teu cheiro.

Não sei mais o que dizer. =\

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O que ninguem sabe, ou quase ninguem, e tambem nao faz muita diferença saberem, é que na maioria das vezes as coisas são tão planejadas pela minha mente doentia, que quase não existe mais acaso. Mentira, a parte de nao existir acaso, a parte da mente doentia eh verdade.
Pode parecer impulsividade, e as vezes é, mas não, eu sei exatamente onde estou pisando, eu sei exatamente com quem estou lidando. Não, nunca achem que eu não sabia ou que eu nao desconfiava, ou sei la, que sou a maior coitada do mundo, mas eu sei exatamente o que fazer. De alguma forma tudo é estudado, sem eu pedir até, mas tudo é processado, tudo é organizado.
"Essa pessoa vai te foder bonito", "essa pessoa nao eh confiavel", "essa pessoa é fantastica".
Eu posso estar completamente errada, mas não, não costuma falhar.
Santa providência.

Isso não fez o menor sentido.
Que tipo de coisa vem depois?
Que sentimento, que vontade, que momento vem depois?
Alguem lembra do momento depois do amor? A vontade depois do sexo? O momento depois da risada?
Ele realmente importa? Quer dizer, temos alguns extremos, alguns "objetivos" pre definidos pela própria vida, por uma verdade inexistente, entende? Quem disse que só isso importa?
Eu sei o que me importa, eu sei por que prefiro o 'antes' do amor, do que ele propriamente dito. Eu sei por que quero e preciso gostar ou não de determinados tempos.
Cada um no seu tempo.
Não se apresse, não demore de mais.
Eu vou continuar a viver meus 'antes' e 'depois', meus 'agoras', minha loucuras momentaneas, meus ataques de sanidade e responsabilidade. Minha felicidade insjustificavel, minhas razões pra fazer o que faço. E só.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Só um história
Parte 4

-...eu tava na rua, tinha acabado de sair do mercado, cheio de sacolas nas mãos. Se não me engano, perto das 10 da noite.
- 10 da noite!? - Ela exclamou assustada. - Eu nem tinha saido de casa ainda, acho.
- Espera. - Ele ponderou. - Eu não sei direito, mas não podia passar disso. - Fez uma pausa. - Te vi de longe assim, ate por que não teria como não ver, todo mundo viu.
Ela fez um cara de assustada e se ajeitou na cadeira. Ele continuou.
- Você tava deitada no banco, meio desacordada na frente do posto de gasolina.
-Putamerda! - Ela se levantou sobressaltada.
- Calma! - Ele levantou junto levando as duas mãos a frente e as agitando.
Ela ensaiou começar a chorar em desespero.
- Deixa eu terminar!? - Ele se exaltou.
Ela com medo parou de se agitar.
- Você estava deitada falando coisas sem sentido e ninguém em volta sabia que você era. Chamamos a polícia, eles não vieram. Não podia deixar você lá, então a trouxe pra minha casa. - Ele foi rápido na tentativa de explicar o que havia acontecido.
-Meu deus...Meu deus... - Ela repetiu atordoada andando de um lado pro outro. Ele sem saber o que fazer fico ali parado a olhando entrar em desespero total.
- Tem mais uma coisa... -Ele arriscou. Ela o fitou chorando. - Você não é daqui.

Continua, um dia.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Eu tenho sido aspera demais contigo? Talvez franca demais? Talvez ainda eu esteja sendo impaciente demais então? É possível, é totalmente possível e eu não tiro sua razão em estar agora olhando pra seu monitor na esperança de que eu pare de escrever essas coisas que te fazem sentir culpa e desespero? Eu sei, eu sei como você se sente.
Eu tinha parado de te culpar por todas as coisas erradas que acontecem na minha vida, mas derepente eu percebi que aquelas culpas todas eram uma espécie de combustível pra mim e que eu quase parei na falta delas. Ahh, para com isso! Você nem se importa mesmo vai. Você só quer com todas suas forças que eu desapareça da face da terra pra nunca mais ter que cruzar por mim na frente do Rolla descendo a Marquês enquanto você a sobe e se entrega quando me olha.
Tá tá. Isso tudo é só pra botar a culpa em ti de meu ombro esquerdo ter voltado a doer absurdamente. Ate digitar ta foda com essa dor. Nem reclamar de ti via blogspot eu posso mais. Droga.
E só pra postar alguma coisa que não seja agitação em forma de palavras, vai um textinho ae. :)


Tudo é mais uma desculpa pro que está errado, para o que está fora de lugar, fora de onde deveria estar. Por que todo mundo vê o erro, eu, você, o resto do mundo pensante, mas... Mas por algum motivo ainda inaceitável apesar de explicável, você não está aqui. E não há esperança de mudança, não esperança que um dia você entenda que podia ser melhor se estivesse aqui. Tudo bem vai, eu não espero te ver vindo até mim depois de todo esse tempo, eu só espero de ti um sorrisinho envergonhado e um olhar que se entrega toda vez que encontra o meu.
Está errado, eu sei, você sabe, todo mundo sabe. Agora o que ninguém sabe e talvez nem eu tenha a noção exata disso, é que errado, nesse caso, não significa ruim. Bom assim então? Não, bom não está, não está mesmo.
Não sei, não tenho mais argumentos. Não tenho mais argumentos, não tenho mais fôlego,não tenho mais saliva pra gastar com você. Eu não tenho mais paciência pra você, com você.
GRÊMIOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!

Viva meu time do coração!!
Campeão Gaucho 2010!!!!
\o/\o/\o/
A BISA DA FOLE DE CUECA!!
\o/\o/

Minhanossa!
Eu não sei cara, eu não posso contar, mas SM foi muito louco! MUITO MUITO MUITO!
Agradecer a sempre e enorme parceria das amigas mais festeiras desse e do outro mundo!
E por favor, se por acaso alguem ver minha dignidade andando por ae, diga que estou a sua procura! ;)