quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Espero que 2010 seja tão bom quanto 2009, pra mim, so que se possível, um pouco mais em tudo. E desejo isso pra todo mundo, mesmo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Eu gosto desse diálogo, real de vários meses atrás.

-Como tu consegue dormir a noite em?- Perguntou fazendo uma cara de nojinho.
- Dormindo. Tenho um pouco de insônia, mas durmo tranquila sim. - Respondi calmamente.
- Festa e festa, pegação e pegação!! Arghh! Tu é muito galinha cara, muito!!
A melhor cara de espanto que consegui fazer na hora foi estampada no meu rosto, seguida da pergunda indignada. - EU?! Tá enlouquecendo?! Sou nada! Eu sou muiiittooo difícil!!
- Piada né Mariá?
- Claro que eu sou! Quem é você pra me chamar de galinha? E como tu sabe? Pelo que eu me lembre nós nunca ficamos!
- É só olhar na tua cara.
- Ah, então tá escrito "galinha" na minha cara? - Perguntei tirando sarro.
- Praticamente. E nós nunca ficamos não. Mas foi só por que nunca te dei mole.
Meu queixo encostou o chão.
- O que??!! Eu nunca quis ficar contigo, se quisesse teria dito e além do mais você não faz meu tipo sabe, moralismo de mais. Tu não vive na Disney, o mundo não é um morango e é poligamico, pronto falei.
- Ahh é? Só quero ver, vai acabar sozinha no mundo desse jeito.- Em tom de ameaça.
-Uhuuu! Meda! Se tu quer saber, pessoas como eu são o futuro da nação e definitivamente eu não vou acabar sozinha. - Pisquei.
- Se acha né? Vai sim e eu vou rir muito.
- Vai rir sim, mas eu vou rir mais ainda, depois que terminar de te beijar.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Eu não aceito teus conselhos, eu dispenso teus lamentos, eu ignoro tua moral. Você não tem moral alguma.
Agora eu lembro exatamente por que não ter você foi a melhor coisa que me aconteceu.
Obrigada por me deixar, obrigada.
Não quero escrever. Sem vontade, sem idéias.
Hoje eu e o Digo faremos um madrugadão Senhor dos Anéis, assistiremos os 3 filmes. Sim, não temos o que fazer.
beijos bee

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Eu estaria lá se ele precisasse, acho que essa era a parte confusa em sua mente. Talvez depois de muito tempo, ele se tocou que alguém seria capaz de fazer qualquer besteira pra ve-lo feliz e isso o assustou, de verdade. Ele então se entocou no seu quarto escuro, junto com suas fotos antigas e músicas depressivas, ali ele estava livre de mim.
Eu o entendo, por muito tempo eu tive medo, e assumo ainda ter. A idéia de ver alguém estar disposto a tudo por você, não é muito boa no início, depois é confortante, no início é extremamente amedontrador, não ser capaz de corresponder a altura é amedontrador.
O que você precisa entender sobre mim é que na mesma intensidade de que sou capaz de fazer as maiores loucuras e besteiras pra me divertir, eu sou capaz de tudo pra te ver bem. Acredite.
Feliz Natal!
Não, nao mesmo. Isso é a última coisa que quero desejar.
Eu não gosto do natal, quer dizer, eu sou indiferente a ele, pra mim é mais uma noite em que se come peru. Aliás, nós nem vamos comer peru, sério. Fazemos isso sempre, jantar todos juntos, somos unidos e tals. Espírito de natal tem que ter todo ano, essa data é so desculpa pra dar presente e encher a cidade de luzes.
A parte boa, tenho que admitir, é que vejo pessoas que a muito tempo não vejo, todo mundo vem da puta que pariu visitar a família daí da pra dar um abraço e viver um momento nostalgia.
Sei la, comam peru, se entupam de champagne Christal e morram ganhando presentes. Eu vo lá beber ceva com o Vô como sempre faço e depois ver velhos e bons amigos.
Bom, bom.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

São 5 e meia da manhã e aqui estou eu mofando na rodoviária.
É, não tem jeito, não consegui dormir de novo. Sei lá qual é o problema, dormir e comer são coisas muito distantes da realidade quando estou em SA, antro do emagrecimento e da insônia. Amém.
Agora, TM por favor, só como e durmo! Thales Matzenbacher me engorda e dá sono. Ops, não não, o Thales não me engorda e nem dá sono. Será? xP
Tá, então, TM me engorda, a vó me engorda, a tia da cantina onde a mãe tem conta me engorda! E sono, pô sono eu tenho só de olhar pra minha cama, o barulhinho do ar ao fundo, a falta de internet em casa, tudo me dá sono, talvez agora eu saiba como a Carol se sente. HM
Bom, tudo isso pra dizer que , além de não ter dormido e nao ter comido, eu ainda esqueci de trazer água. Boa Mariá! Mariá boa sim. (H) Eu compraria água se existisse algum boteco aberto num raio de 5km daqui, então, não tem. Não tem onde comprar água!
Sedenta, faminta e sonolenta. Dormirei no bus e óbvio que não será o suficiente, então passarei várias quadras de distancia da loja assim que chegar la.
Mas eu daria tudo por um gole d'água agora. Ok, não daria não.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Quando você me toca, eu tenho a nítida sensação de que você não é só mais uma aventura minha. Eu me sinto bem do teu lado, eu me sinto bem com a tua presença, me sinto bem ouvindo tua voz, sentindo teu cheiro a minha volta. Eu me sinto bem com você. Acho que isso já diz muita coisa.
Você é capaz de enterrar em segundos toda a dolorosa espera de um ano, toda a frustração e toda pontadinha de raiva. Só por isso merece todo meu respeito e admiração, o resto você já está conquistando aos poucos.
Como o tempo se aprende a perder. Com o tempo se aprende a abrir mão de algumas coisas, de alguns caprichos. Com o tempo se aprender a conviver com feridas que doem diariamente, a dor não some, só se torna suportável.
Depois de algumas idas e vindas, de muitos tropeços, erros, de variados 'nãos' e impróprios 'sims', se ve que o que mais importa é o agora, o minuto seguinte é longe de mais pra se pensar.
Eu já quis saber o futuro, eu já quis ter controle sobre as coisas e pessoas, hoje vejo que o mais interessante é o desconhecido, na sua forma mais pura.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Eu grito pra Luiza:
- Vem aqui comer se não vai esfriar.
Ela vem até mim e diz calmamente:
- Tu pode esperar? Eu vo me maquiar primeiro.

Geração perdida. xP
Eu sempre quis muito tudo que não podia ter. Agora não vai ser diferente.
To muito cansada serio mesmo, sem cabeça pra escrever.
Quando der eu boto alguma coisa aqui.
Valeu leitores. :)

sábado, 19 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Eu fui sem avisar.
Só Sabrina sabe que vou, ninguém mais sabe da minha "fuga" pra de baixo da saia da mamãe. Foda-se, eu preciso. Eu preciso fugir dessa vida louca e intensa que SA me proporciona, preciso sentir saudades das pessoas que vivem aqui pra não começar a odia-las, da mesma forma que acontece em todo lugar. O convivio mata.
Então,nao me levem a mal, eu os amo, de verdade. Mas tenho me sentido inquieta aqui, agitada de mais, a calma, a família, os velhos amigos, o Digo *_*, vão me fazer bem. Além do mais eu venho segunda pra dar um tchau, e talvez passe o ano novo com vocês, talvez. Se não passar, só nos veremos la pela metade de janeiro, se não esquecerem completamente da minha existência, a saudade nos fará mais próximos quando voltar. Se cuidem e não façam nada que eu não faria. ;)
Até mais.
Eu escrevi isso a alguns meses mas não postei antes. Postarei agora.

Aprenda a lidar com a solidão antes que ela aprenda a te dominar. Ela vai te rondar com frequência,te visitar nos lugares mais estranhos e mais óbvios também.
Sexta a noite, já passam das 2 da manhã, estamos eu e ela lado a lado mais uma vez. Ela me cutuca lembrando que nenhum dos meus amigos pareceu lembrar da minha existência, eu replico dizendo que eles devem estar em alguma festa ou algo assim, a tréplica dela é dizer que nas horas boas eles não lembram de mim. Me irritei, já assisti todos os seriados de detetives e me encaminho pro corujão. Poxa! Qual o problema!?
Ela, a solidão, sentada nos pés da minha cama resmunga: " Você sempre lembra das pessoas quando está bêbada."
Oh! A gente sempre se deu bem, não vai complicar agora ta?!
Sábado a noite, festa, música alta, um copo de cerveja na mão, alguns amigos, alguns parceiros, alguns olhares, coceirinha na nuca. Não sei que hora era, meu celular tava na bolsa de alguém. Eu já tava no brilho quando vi de relance minha tentação e eu fui né. Conversa vai, conversa vem, trova vai, trova vem. Fui no banheiro, de frente pro espelho lavando as mãos quando aquela voz já conhecida falou: " Esquece, tu vai dormir comigo hoje de novo." e riu. Eu balancei a cabeça e pensei; isso só vai acontecer se eu quiser. E fui saindo do banheiro, mas ainda consegui ouvir ela falando: "Tu vai querer".
No bar resgatei meu copo e retomei o papo, o mesmo de sempre, não precisamos mais de indiretas e nem de trova barata pra ter o que queremos. Mas alguma coisa fez eu não ir quando fui convidada. " Vamos sair daqui?"
Eu pensei, pensei. A solidão veio e disse: " Eu falei cara"
Por que eu simplesmente não vou como sempre faço? Vai ser bom como sempre é, fácil como sempre é.
Meldeus! Por que eu estou me negando a ter uma noite de sexo incrível e sem compromisso?!
Não sei cara...Medo? De que? O medo nunca me impediu. Fidelidade? A quem? E isso também nunca foi um obstáculo, convenhamos.
Eu não sei por que , mas sorri amarelo e disse: " Bah, não vai dar, tenho que ir embora com as gurias."
Um inegável cara de frustração tomou conta daquele rosto lindo. " Ah, deixa pra próxima entao." e depois virou as costas saindo. E eu fiquei ali, tentando explicar a mim mesma por que havia feito aquilo, nisso ELA senta na cadeira ao meu lado e diz rindo: " Boa! Tu sabe bem que mesmo se fosse lá, depois eu ia acabar a noite contigo."
Odeio admitir, mas a solidão está certa. É meu estágio com ela, se sobreviver a isso, sobrevivo a todos os tempos em que ela passará ao meu lado, tempos próximos.
Vendo CSI em uma sexta em casa, me negando a me divertir num sábado, ou me olhando e rindo enquanto escrevo um texto sobre ela. Aqui está, me fazendo companhia. Já tenho meu próprio exemplar, personalizado e individual. Tão minha já é essa solidão que mal consigo me imaginar sem ela
Nó não somos a regra, nós somos a execeção. Então não tente tornar isso uma regra! Sacow?! Não né. Pois é, eu sei o que quero dizer, mas não sei como, por mais incrível que pareça.
Eu dormi mais do que devia hoje, ritmo de férias tá me pegando já. Mas eu não quero que pegue.
Tá, eu ando meio afetada,muito afetada. Agitada de mais. Bom, ao menos a depressão de fim de ano não me pegou.
Eu vo lá almoçar, as 15:15 da tarde. Vida puta.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Eu quero te apertar e te beijar quando te vejo, mas eu fico nervosa, meio tensa com a tua presença,vai ver é essa a parte mais interessante.
Alguém precisa avisa-la que todo mundo sabe das suas peripécias. Alguém precisa avisa-la que ninguém mais se engana com seu sorriso meigo, seu jeitinho doce, sua carinha bonita. Alguém precisa contar pra ela que amor é mais do que aparências.
Então, eu nao quero falar sobre o que ela é, por mim tanto faz, por mim que ela continue enganando a si mesmo e achando que engana todos os outros. O que eu não quero e não vou admitir é que esse pedaço de gente ouse falar e cuspir no prato em que quase implorou pra comer. Eu não vou admitir que depois de toda diversão, depois de todo amor instântaneo, que você está acostumada a ter, mas que nao faz nosso estilo, você venha nos dizer que a vida que nós levamos não serve pra você. Você já se olhou no espelho além desse teu corpinho bonito? Parece que não, parece que não é capaz de ver que a vida que leva é 5346 vezes pior do que a nossa. Por que? Bom, primeiro de tudo, aqui não é do nosso costume mentir por mentir, não to dizendo que ninguém mente, estou dizendo que é feito quando necessário. Aqui ninguém faz as coisas escondidas, aqui assumimos nossos erros, nossos cornos, nossos desejos, aqui respeitamos nossas vontades e não fazemos questão nenhuma de esconder.
Nunca questionamos sua vida de idas e vindas com eternos amores instantaneos, não venha questionar a minha e dos meus amigos. Ao menos aqui se vive a verdade, e o pior e o melhor, aqui se vive a verdade escancarada. ;)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu chorei compulsivamente por alguns minutos, longos minutos. Sinceramente eu não sabia por que chorava, eu só senti aquele nó incômodo na garganta e não tive a mínima vontade de engoli-lo de volta. Botei a culpa em uma, duas ou até três pessoas enquanto me desidratava chorando, mas não, a culpa não é de ninguém, a culpa não é nem minha.Quando tudo aquilo cessou, fui pro banho e um pouco mais calma fui capaz de perceber que era tudo igual à antes, tudo. Mas dessa vez eu parecia mais vulnerável, com maiores tendências para sofrer por aquilo tudo. É fim de ano e todo fim de ano é assim. Se bem que esse esta bem mais tranqüilo que os últimos, eu não tenho nada a perder e todos os motivos pra arriscar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Marina: - Quais são teus planos?
Mariá: -Bom, eu pretendo passar de semestre, depois ir viajar com o pai...
- Não, to falando dos teus planos pro futuro.
- Eu não faço planos pro futuro. Vive a vida aos poucos cara.

Meus planos vão até fim de fevereiro, depois é depois, até lá faço outros, mudo os atuais e invento mais alguns. E pra mim, essa é a graça. Até por que, muitos planos dão margem a muitas decepções.
Férias com o pai, férias malhando, Fórum social mundial, carnaval...
Hum, bons planos Mariá, bons planos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Eu nao sei bem o que escrever. Acho que nem devia estar postando, se é só por postar, sem escrever algo de decente.
Bom, eu nao quero falar sobre o fim de semana, nem sobre alguém, nem sobre algum acontecimento em específico. Só quero dizer que talvez esteja na hora de mudar alguns pontos de vista.
Amanha escrevo algo melhor.
Ahh! To valendo 60 centavos! AEAE
Ahh, fiquei um tempo sem net, por isso nem escrevi
Mas nao escreve agora. Depois, depois
Carol reclama de pança cheia! xP

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Lá estava eu com a prova de matemática financeira na minha frente. Estava no dilema de chutar ou chutar aquela questão de 'verdadeiro' ou 'falso'. É, eu não sabia qual a resposta certa, se eu soubesse não estaria nesse dilema, óbvio.
Eu deslizei mais sobre a cadeira, como se ajudasse. O ar condicionado a toda me deixara arrepiada, sensação não muito confortável. Olhei pras costas do meu colega a frente, que também parecia não saber muito coisa, como todos em volta. Pensa positivo, tu tem 50% de chances de acertar, o que é uma grande porcentagem vendo por um lado.
Verdadeiro ou falso. Duas lacunas esperando pra serem preenchidas com um X, uma bolinha, um rabisco qualquer. Ai, eu tive tempo de pensar em uma metáfora pra vida.
É sempre assim, nunca se tem só uma opção, por mais que pareça. Quando se abre a mente, um leque de possibilidades se torna viável. Se não um leque, ao menos duas sempre se tem. Entregar o presente ou não? Pensa, vai que não goste da iniciativa, do atrevimento, da tentativa? Por outro lado, esse atrevimento pode ser o início de muitos mais.
Eu podia ter deixado essa em branco, mas assim o erro seria certo, então, o que custa tentar? Pelo menos eu ainda tenho chance.
Marquei verdadeiro, achei mais a cara da questão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Eu acho que cheguei naquela fase chata de carência. Muito tempo sem ter alguém. Mas eu já to tão acostumada com isso que não saberia viver diferente, acho. Bom, eu sinto falta de um carinho, atenção, sexo/amor. Só vejo que se começasse a namorar do nada levaria um tempo pra me acostumar. Mas eu me acostumo, descobri que sou capaz de me acostumar com qualquer situação.
Sei la, so pensamentos soltos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Todos as pequenas pontas soltas vão se encaixando aos poucos, cada uma no seu tempo. Doce demora. Eu tenho sorte, volto a dizer. Pouco juízo, repetirei muitas vezes mais.
Agora, tenho que enteder, e acho que estou conseguindo, que tudo está nas pequenas coisas. Preciso saber aproveitar os pequenos e raros que tenho tido. Tão raros e tão pequenos que são quase imperceptíveis, quase.
A vontade de dividir uma coisa idiota, a vontade de ouvir contar uma coisa idiota. Tão lindo.
Hoje, eu que sou tão ligada a cheiros e perfumes, que os guardo a sete chaves, percebi que não relaciono nenhum a você. Estranho, curioso. Eu não consigo lembrar se quer do teu perfume. Não sei, isso quer dizer alguma coisa? Uma coisa de tamanha importancia pra mim e relacionado a ti é simplesmente um vácuo na minha memória.
Mas tudo está nas pequenas coisas, todas as outras pequenas coisas de ti, sobre ti que eu decoro e classifico na minha memória. Vai ver é assim, só as pequenas coisas é que importam de verdade.
No início eu não queria nada de mais, não esperava nada de mais, não pretendia nada de mais.
Ai, do nada as coisas parecem ter tomado proporções enormes. Eu quero sempre mais, pretendo sempre mais, espero sempre mais de ti.
Meu mais mais mais mais, tudo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu queria me livrar de todos os amores, todos os amigos, de todos os compromissos, de todos os fatores que fazem da minha vida do jeito que é. Eu queria não ter lembranças, nem passado, nem presente ou futuro, queria um tempo paralelo ao que se tem, cheio de nada que eu ja pude querer na minha vida puta. Eu queria fora do meu corpo todas as marcas, as farpas, as roupas, as palavras não ditas e as que sairam sem querer. Todas as coisas não feitas, todas os beijos não roubados, todas as vezes em que não fiz o que devia fazer, todas, fora de mim.
Mas não posso esquecer e nunca esqueceria que quero fora de mim, do meu corpo, do meus cabelos, das minhas mãos, dos meus sentidos, dos meus travesseiros, dos meus desejos, dos meus pensamentos, dos meus sonhos, das minhas pretensões, das minhas glândulas gustativas, do meu olfato, do alcance dos meus olhos e fora de tudo que é relacionado a mim. VOCÊ fora de mim. Você e tu que possa por algum momento ter você, lembrar você, subenteder ter você, TUDO fora de mim.
Antes que não sobre mais Mariá pra contar história.
Eu ruborizei, eu sempre ruborizo.
Devo ter parado de respirar um ou dois segundos, mas foi so o tempo do meu cérebro pensante enviar estimulos racionais e acabar com todo aquele sentimentalismo de merda. Eu me atrevo a dizer que meu coração não alterou nem por um segundo seu ritmo.
Sorriu, eu sorri de canto, de volta. Estavamos a uns 3 ou 4 metros de distância, a música alta não deixou que eu ouvisse quando falou, mas não foi necessário. Eu li facilmente em seus lábios a palavra "MINHA" dita com ênfase enquanto apontava pra mim, seguida de mais um sorriso grande. Eu sorri gigante e bati no lado esquerdo do peito com o punho da mão direita fechada e pisquei.
Agora é melhor eu sair daqui antes que morra apanhando.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Eu tenho medo de poucas coisas assim, na vida. Filmes de terror, aranhas, venenosas. Que mais? Não sei, não lembro agora.
Mas então! Era só pra dizer que eu tenho medo de gente burra. Sério. Eu tenho medo e raiva de gente burra. Sentimentos diferentes juntos. Mas é que dá cara, nao sei por que.
Assim, medo por que uma pessoa burra faz bobagem de tamanhos e gravidades que qualquer pessoa com alguma inteligência nunca seria capaz, sendo assim, ela é capaz de tudo! TUDO! Ela pode se machucar, machucar outros. Tipo merda no ventilador sacas? É, gente burra é sem noção mesmo.
Agora raiva eu tenho por que a merda tá estampada na frente dela, gritando num luminoso colorido e ela nao eh capaz de ver, ela nao é capaz de distinguir o que pode ou não ser bom pra ela e pros outros.
A burrice realmente me encomoda, me irrita.
Por favor, se algum burro ler isso, não leve a mal ta? Isso se tu entender né... xP
Mariá engraçadinha hoje.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O que você tem que saber não é o que os outros são, mas no que eles podem se tornar.
Humanos, todos seres humanos, previamente inclinados ao erro, e com um erro abre-se um leque imenso de possibilidades, de consequencias.
O problema então é que confiamos nas pessoas? Ora, todos sabemos que qualquer cachorro é mais confiável que um humano. Mas mesmo assim, o que seria de nós se não confíássemos?
Precisamos de ilusões, pessoas fazem o papel.
Bom, isso também não quer dizer que ninguém seja bom, quer dizer, o meu conceito sobre bom é diferente. Momentos ruins, momentos bons. Atitudes, atitudes, tudo está em torno delas.
Quem nunca agiu de má fé ou machucou alguém? Eu já. E não me escondo atrás da minha impulsividade, por que sim, eu sou impulsiva e faço boa parte do que me dá vontade. Meu cortez frontal parece não ter evoluído junto com o do resto da espécie. Mesmo assim, eu poderia ter dito não, eu poderia ter feito de forma diferente. Todo poderiamos ter feito alguma coisa de modo diferente. A questão é: Se pudessemos voltar no tempo, nós fariamos diferente? Eu duvido muito.
Seres humanos confusos, exentricos, não confiáveis, apaixonantes. Todos escondidos atrás de algum artifício mais fácil e sociável do que ser quem se é de verdade. Nunca se demonstra exatamente o que se é. Regra de convivência e sobrevivência.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu me sinto de mãos amarradas, sem ação, sem poder fazer nada.
Sufocante. Insuportável. Revoltante.
Eu to tão revoltada que nao consigo parar de dizer que to revoltada.
Sinceramente, eu não quero conversar. Sério. Eu já sei o que vou ouvir, sei que nada que eu diga, que eu faça, que eu prometa fazer ou mudar na minha vida, vai fazer o desfecho dessa situação ser diferente.
Eu não sou acostumada a não lutar pelo que quero, não quero me acostumar e não vou.
Eu tenho medo de chegar a tua frente e de atender a minha vontade de te sacudir e tentar fazer entrar na tua cabeça, que quando duas pessoas se gostam elas devem ficar juntas. Por que não interessa o que as impeça, o sentimento sempre é maior e vai sempre valer a pena arriscar. Eu sei isso, tu sabe? Não, tu não sabe. Eu já vivi coisas o suficiente pra saber disso, tu ainda não.
Eu só espero que tu não se arrependa de ter nos privado disso, por que o arrependimento é muito pior do que um amor que não deu certo.
Tá, parei de escrever.
Tão previsivelmente covarde.
Ok, não posso te chamar de covarde, nao sei como você se sente, como as coisas estão na tua vida, mas eu queria saber, se você me deixasse entrar nela.
Eu, que tenho conseguido ultilizar das palavras de forma eficaz e direta, hoje não saberia dizer nem em milhões delas, como me sinto. Mas eu posso tentar.
Eu sinto amor, raiva, revolta, esperança, alegria, tristeza... Sei lá.
Ok, não consegui.
Vou ver televisão.